Roberta Machado - Professora de História - Colégio Anglo de Itaúna
Um local para dialogar, solucionar dúvidas, trocar informações, ensinar e aprender com os alunos e amigos!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Entre rosas e espinhos: o que importa é o legado.
2010 está partindo para entrar na memória de nossa história.Este ano aprendi muitas utilidades, Maria Clara indo para longe,ensinou que a vida é leve, que os lugares são passageiros e o sentimento que une as pessoas nunca termina por motivo algum, Marina Moreira minha intelectual de plantão, quantas conversas sobre a história, sobre atualidade, família, pessoas, amor...sentirei saudade. Marina Rodrigues, explosiva e não media as consequencias de suas falas, descobriu com a dor, que o ser humano é maravilhoso e devemos viver com olhos mais amorosos, me ensinou a dizer NÃO!!!! Obrigada. Sétimo ano A e B, oitavo ano, nono ano...primeira série, todos me ensinaram algo útil. Obrigada! Ao pensar e refletir sobre este ano sinto imensa alegria, gratidão. Pude observar e talvez refletir de maneira mais doce sobre a critica, esta que é ensinada para que os alunos não se iludam, entretanto, não é conhecida em sua verdadeira face. Porque criticar, segundo a etimologia,é a arte de julgar. A palavra crise de fato significa decisão. Diante desta afirmação posso concluir que um juízo crítico é uma afirmação decisiva, que possui pretensões de inapelabilidade . Sendo assim, se esta fosse realizada com equanimidade perfeita,seria aplicada em todas as ocasiões sem gerar pensamentos distorcidos. Contudo neste mundo onde tudo muda de sentido, para a maioria dos seres viventes a critica não é mais um pensamento analitico sobre situações e sim " falar mal e desvalorizar".Mas creio que não podemos radicalizar porque ainda existem criticas justas, construtivas e bem intencionadas, simplesmente por ainda existirem individuos que seguem o amor caridade, o amor incondicional e são humanos. Este ano, reafirmei este pensamento e descobri que: mais uma vez, José Luíz, meu conselheiro, tinha razão, nem todos são realmente bons, mas eu os amo e continuarei a caminhada firme na fé! Afinal, possuo anjos eternos, mãe, pai,tios, Maria Paula, Rodrigo...irmãos de sangue e de coração. Valeu, 2010, obrigada pelas experiências, porque entre rosas e espinhos o que realmente importa é o legado! Que nasça 2011 e possamos brilhar em união distribuindo amor e alegria.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
OS AMIGOS, DE QUALQUER INSTÂNCIA,SEGUNDO O PENSAMENTO FROIDIANO SÃO IMPRESCINDÍVEIS PARA ALIVIAR A DOR. DOR DOÍDA AQUELA QUE AINDA NÃO CHEGOU, MAS QUE ANTECIPA NA GENTE O CAOS DO QUE AINDA ESTA POR VIR, PERDEMOS TEMPO DEMAIS COM ESTAS INCERTEZAS, ISTO É DEIXAR DE VIVER!
A DELICADEZA COM QUE TRATAMOS QUALQUER SER NOS FECUNDA NAS RAÍZES DO DIVINO , NOS TORNA MAIS SENSÍVEL E NOS LEVA AO ENCONTRO DA ESSÊNCIA. EU NÃO ACREDITO NA MALDADE ESSENCIAL, CASO ACREDITASSE NÃO SERIA PROFESSORA, EDUCADORA DO SER. ACREDITO NOS ENGANOS, NOS TROPEÇOS, NAS ESTRADAS ERRADAS, SIMPLESMENTE POR FALTA DE ORIENTAÇÃO, POR CONFIAR DEMAIS.SOMOS TODOS ESPECIAS, IMPARES E A LUZ QUE EMITIMOS É O NOSSO REAL VALOR.
BOM DESCANSO PARA TODOS!OBRIGADA PELA PRESENÇA AMIGA.
ROBERTA MACHADO
A DELICADEZA COM QUE TRATAMOS QUALQUER SER NOS FECUNDA NAS RAÍZES DO DIVINO , NOS TORNA MAIS SENSÍVEL E NOS LEVA AO ENCONTRO DA ESSÊNCIA. EU NÃO ACREDITO NA MALDADE ESSENCIAL, CASO ACREDITASSE NÃO SERIA PROFESSORA, EDUCADORA DO SER. ACREDITO NOS ENGANOS, NOS TROPEÇOS, NAS ESTRADAS ERRADAS, SIMPLESMENTE POR FALTA DE ORIENTAÇÃO, POR CONFIAR DEMAIS.SOMOS TODOS ESPECIAS, IMPARES E A LUZ QUE EMITIMOS É O NOSSO REAL VALOR.
BOM DESCANSO PARA TODOS!OBRIGADA PELA PRESENÇA AMIGA.
ROBERTA MACHADO
terça-feira, 6 de julho de 2010
AULA
Guerra Cisplatina
Luta entre o Brasil e a Argentina pela posse da Banda Oriental, atual Uruguai. A guerra estende-se de 1825 a 1828. Pertencente ao Vice-Reinado do Prata – que se havia tornado independente da Espanha em 1816 –, o território é anexado ao Brasil em 1821, com o nome de Província Cisplatina.
Localizada na entrada do estuário do Prata, a Cisplatina (ou Banda Oriental) é uma área estratégica para brasileiros e argentinos em relação ao controle da navegação e do comércio de toda a bacia platina. O Brasil tenta mantê-la como província do Império. A Argentina pretende retomá-la ou, pelo menos, recuperar o controle político sobre ela. No confronto com o Brasil, a Argentina alia-se aos patriotas uruguaios liderados por Juan Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera. Com o apoio do governo de Buenos Aires, eles conseguem desembarcar tropas em território da Cisplatina e marchar para Montevidéu. Cercam a capital e proclamam a independência uruguaia em 1825.
Reação brasileira – Dom Pedro I manda uma esquadra bloquear a entrada do estuário do rio da Prata. A Argentina responde atacando o litoral sul do Brasil. O imperador brasileiro envia tropas, que incluem mercenários contratados na Europa, a fim de sitiar Montevidéu. Em fevereiro de 1827, elas são derrotadas na Batalha do Passo do Rosário.
Entre 1827 e 1828, enquanto crescem as dificuldades brasileiras, aumenta a intervenção diplomática inglesa. A posição britânica prevalece, e, em 27 de agosto de 1828, Brasil e Argentina reconhecem a independência do Uruguai. A derrota enfraquece o imperador e fortalece os adversários, que exigem sua renúncia.
Luta entre o Brasil e a Argentina pela posse da Banda Oriental, atual Uruguai. A guerra estende-se de 1825 a 1828. Pertencente ao Vice-Reinado do Prata – que se havia tornado independente da Espanha em 1816 –, o território é anexado ao Brasil em 1821, com o nome de Província Cisplatina.
Localizada na entrada do estuário do Prata, a Cisplatina (ou Banda Oriental) é uma área estratégica para brasileiros e argentinos em relação ao controle da navegação e do comércio de toda a bacia platina. O Brasil tenta mantê-la como província do Império. A Argentina pretende retomá-la ou, pelo menos, recuperar o controle político sobre ela. No confronto com o Brasil, a Argentina alia-se aos patriotas uruguaios liderados por Juan Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera. Com o apoio do governo de Buenos Aires, eles conseguem desembarcar tropas em território da Cisplatina e marchar para Montevidéu. Cercam a capital e proclamam a independência uruguaia em 1825.
Reação brasileira – Dom Pedro I manda uma esquadra bloquear a entrada do estuário do rio da Prata. A Argentina responde atacando o litoral sul do Brasil. O imperador brasileiro envia tropas, que incluem mercenários contratados na Europa, a fim de sitiar Montevidéu. Em fevereiro de 1827, elas são derrotadas na Batalha do Passo do Rosário.
Entre 1827 e 1828, enquanto crescem as dificuldades brasileiras, aumenta a intervenção diplomática inglesa. A posição britânica prevalece, e, em 27 de agosto de 1828, Brasil e Argentina reconhecem a independência do Uruguai. A derrota enfraquece o imperador e fortalece os adversários, que exigem sua renúncia.
AULA
Fisiocracia
A concepção natural de excedente
Conforme esta tradição apenas efetua trocas o homem que dispõe de produtos “superfluos” (excesso sobre a subsistência), por meio dos quais virá a obter o que melhor lhe convier.
Produção de subsistência significa pobreza homgênea; todos têm apenas o suficiente
O excesso de produção agricóla sobre as necessidades imediatas é que permitirá o desenvolvimento do comércio, a existência de artesãos e a organização governamental.
É sempre excesso de bens em relação a subsistência, que assume a forma derivada de rendimento e (indiretamente) de tributos.
Toda população viveria, em última análise, de produto agricóla apropriando-se dele em proporção variada, conforme sua posição na produção e nas relações de propriedade.
Os proprietários e o soberano apropriar-se-iam de rendas fundiárias ou de renda fiscal;
Os empresários viveriam do que Cantillon denominou “rendas incertas”;
os assalariados, de “renda certa”, estabelecida pelo custo de subsistência, ou por algo aproximado a preço de oferta da força de trabalho (abarcando o custo de reprodução da mão-de-obra e outros fatores)
Para Quesnay, excedente é sempre excesso de produção sobre os custos diretos e indiretos de subsistência. Se subsistência é consumo de produtos agrícolas, o excedente é excesso de produção agrícola sobre insumos e subsistência.
Finalmente, a teoria agrícola do excedente assenta-se na suposição de que apenas o trabalho agrícola é produtivo, no sentido de ser capaz de gerar excedente sobre os custos.
Trabalho não agrícola = estéril
(..) o valor do produto manufaturado a custo de matérias-primas mais custo de remuneração do trabalho, seu preço final corresponderá necessariamente ao que foi insumido no processo. Em suma, o valor de produtos não-agrícolas eqüivale meramente às “despesas em encargos” (...)
Quadro Econômico
Classes produtivas seriam aquelas cujos gastos fossem reproduzidos, por se beneficiarem de uma capacidade ativa da natureza.
Classes estéreis seriam aquelas cujos gastos transformam a matéria, mas não reproduzem
Os fisiocratas preocupavam-se, notadamente, com o preço dos produtos agrícolas, que determinariam os rendimentos dos produtores e dos proprietários. Daí a atenção conferida à liberdade comercial e à organização do sistema tributário. O livre comércio sustentaria os preços; os tributos adequados seriam aqueles que não deprimissem a renda dos produtores e, em conseqüência, sua capacidade de efetuar adiantamentos.
O objetivo do movimento fisiocrático é o livre comércio, admitindo-se que o preço de mercado livre é o da ordem natural. Nesta medida, tornam-se secundárias preocupações adicionais; parece suficiente admitir que o preço natural será aquele determinado pela concorrência.
Classes Sociais
Proprietários de terra
inclue o soberano, os donos das terras e os cobradores dos dizimos. Esta classe subsiste pelo rendimento ou produto liquído que lhe é pago anualmente pela classe produtiva, depois que esta classe retirou antecipadamente da produção que ela faz renascer cada ano as riquezas necessárias para manter as suas riquezas de exploração
Classe produtiva (arrendatários de terra)
segundo os fisiocratas, é a classe que faz renascer pelo cultivo da terra, as riquezas anuais da nação, que realiza os adiantamentos das empresas dos trabalhos da agricultura e que paga anualmente os rendimentos dos proprietários da terra. Encerram-se na dependência desta classe todos os trabalhos e todas as despesas feitas até a venda das produções em primeira mão, é por esta venda que se conhece o valor da produção anual das riquezas da nação
Classe estéril
Para os fisiocratas é estéril porque não produz excedente
É formada pelos cidadãos ocupados em outros serviços e trabalhos que não sejam os da agricultura, e suas despesas são pagas pela classe produtiva e pela classe dos proprietários, que retira, por sua vez, os seus rendimentos da classe produtiva
Esta classe sobrevive dos gastos das duas classes anteriores
Os equivocos dos Fisiocratas
O grande erro consiste em pensar que a Economia Política trata das riquezas, entendo estas apenas como os bens materiais (por isso a única classe produtiva esta ligada à Agricultura, pois esta "criar" bens materiais).
Por esta razão a Agricultura é considerada fecunda e a Indústria não, mas a Economia Política deve estudar os produtos visto que estes tem valor.
O Quadro Economico de Quesnay(QEQ) trata da formação, circulação e distribuição dos valores, mas contudo não explicar o que é o valor.
à que dar o mérito a Quesnay e ao seu quadro, pois esta é a primeira tentativa que foi feita para quantificar a vida Economica.
Um exemplo do quadro Econômico de Quesnay:
Agricu Propr. Artesa. Tot.
Agricult. 2 1 2 5
Propriet. 2 0 0 2
Artesanato 1 1 0 2
Total 5 2 2 9
Já na horizontal lêem-se as vendas, por exemplo, os proprietários(arrendatários) apenas vendem à agricultura a terra onde produzem, já a Agricultura vende 2 a ela mesma, vende 1 aos Proprietários e venda 2 ao Artesanato, por isso é que é Produtiva.
Na Vertical lê se as compras, por exemplo a agricultura, compra 2 ao mesmo sector, 2 aos proprietários (a renda da terra) e 1 ao artesanato (por exemplo meios de produção).
Mais tarde este quadro será desenvolvido, com o aumento do número de sectores e a inserção de novas variáveis económicas como o valor das exportações, das importações, das variações de existências, da FBCF, etc..,.
Em conclusão, a Fisiocracia foi mais uma contribuição para a gestação do moderno pensamento Económico. A sua principal ideia foi o cada vez maior valor que se dá à terra (cometendo o exagero de pensar que só os produtos retirados da terra é que proporcionam riqueza) e Quesnay, como bom Fisiocrata veio desenvolver essas teorias, criando o Quadro que alerta para a circulação do Capital nos sectores da Economia.
Tópicos relacionados:
• História do Pensamento Econômico
• Mercantilismo
• Fisiocracia
• Utilitarismo
• Economia Clássica
• Teoria Marxista
• Teoria Keynesiana
A concepção natural de excedente
Conforme esta tradição apenas efetua trocas o homem que dispõe de produtos “superfluos” (excesso sobre a subsistência), por meio dos quais virá a obter o que melhor lhe convier.
Produção de subsistência significa pobreza homgênea; todos têm apenas o suficiente
O excesso de produção agricóla sobre as necessidades imediatas é que permitirá o desenvolvimento do comércio, a existência de artesãos e a organização governamental.
É sempre excesso de bens em relação a subsistência, que assume a forma derivada de rendimento e (indiretamente) de tributos.
Toda população viveria, em última análise, de produto agricóla apropriando-se dele em proporção variada, conforme sua posição na produção e nas relações de propriedade.
Os proprietários e o soberano apropriar-se-iam de rendas fundiárias ou de renda fiscal;
Os empresários viveriam do que Cantillon denominou “rendas incertas”;
os assalariados, de “renda certa”, estabelecida pelo custo de subsistência, ou por algo aproximado a preço de oferta da força de trabalho (abarcando o custo de reprodução da mão-de-obra e outros fatores)
Para Quesnay, excedente é sempre excesso de produção sobre os custos diretos e indiretos de subsistência. Se subsistência é consumo de produtos agrícolas, o excedente é excesso de produção agrícola sobre insumos e subsistência.
Finalmente, a teoria agrícola do excedente assenta-se na suposição de que apenas o trabalho agrícola é produtivo, no sentido de ser capaz de gerar excedente sobre os custos.
Trabalho não agrícola = estéril
(..) o valor do produto manufaturado a custo de matérias-primas mais custo de remuneração do trabalho, seu preço final corresponderá necessariamente ao que foi insumido no processo. Em suma, o valor de produtos não-agrícolas eqüivale meramente às “despesas em encargos” (...)
Quadro Econômico
Classes produtivas seriam aquelas cujos gastos fossem reproduzidos, por se beneficiarem de uma capacidade ativa da natureza.
Classes estéreis seriam aquelas cujos gastos transformam a matéria, mas não reproduzem
Os fisiocratas preocupavam-se, notadamente, com o preço dos produtos agrícolas, que determinariam os rendimentos dos produtores e dos proprietários. Daí a atenção conferida à liberdade comercial e à organização do sistema tributário. O livre comércio sustentaria os preços; os tributos adequados seriam aqueles que não deprimissem a renda dos produtores e, em conseqüência, sua capacidade de efetuar adiantamentos.
O objetivo do movimento fisiocrático é o livre comércio, admitindo-se que o preço de mercado livre é o da ordem natural. Nesta medida, tornam-se secundárias preocupações adicionais; parece suficiente admitir que o preço natural será aquele determinado pela concorrência.
Classes Sociais
Proprietários de terra
inclue o soberano, os donos das terras e os cobradores dos dizimos. Esta classe subsiste pelo rendimento ou produto liquído que lhe é pago anualmente pela classe produtiva, depois que esta classe retirou antecipadamente da produção que ela faz renascer cada ano as riquezas necessárias para manter as suas riquezas de exploração
Classe produtiva (arrendatários de terra)
segundo os fisiocratas, é a classe que faz renascer pelo cultivo da terra, as riquezas anuais da nação, que realiza os adiantamentos das empresas dos trabalhos da agricultura e que paga anualmente os rendimentos dos proprietários da terra. Encerram-se na dependência desta classe todos os trabalhos e todas as despesas feitas até a venda das produções em primeira mão, é por esta venda que se conhece o valor da produção anual das riquezas da nação
Classe estéril
Para os fisiocratas é estéril porque não produz excedente
É formada pelos cidadãos ocupados em outros serviços e trabalhos que não sejam os da agricultura, e suas despesas são pagas pela classe produtiva e pela classe dos proprietários, que retira, por sua vez, os seus rendimentos da classe produtiva
Esta classe sobrevive dos gastos das duas classes anteriores
Os equivocos dos Fisiocratas
O grande erro consiste em pensar que a Economia Política trata das riquezas, entendo estas apenas como os bens materiais (por isso a única classe produtiva esta ligada à Agricultura, pois esta "criar" bens materiais).
Por esta razão a Agricultura é considerada fecunda e a Indústria não, mas a Economia Política deve estudar os produtos visto que estes tem valor.
O Quadro Economico de Quesnay(QEQ) trata da formação, circulação e distribuição dos valores, mas contudo não explicar o que é o valor.
à que dar o mérito a Quesnay e ao seu quadro, pois esta é a primeira tentativa que foi feita para quantificar a vida Economica.
Um exemplo do quadro Econômico de Quesnay:
Agricu Propr. Artesa. Tot.
Agricult. 2 1 2 5
Propriet. 2 0 0 2
Artesanato 1 1 0 2
Total 5 2 2 9
Já na horizontal lêem-se as vendas, por exemplo, os proprietários(arrendatários) apenas vendem à agricultura a terra onde produzem, já a Agricultura vende 2 a ela mesma, vende 1 aos Proprietários e venda 2 ao Artesanato, por isso é que é Produtiva.
Na Vertical lê se as compras, por exemplo a agricultura, compra 2 ao mesmo sector, 2 aos proprietários (a renda da terra) e 1 ao artesanato (por exemplo meios de produção).
Mais tarde este quadro será desenvolvido, com o aumento do número de sectores e a inserção de novas variáveis económicas como o valor das exportações, das importações, das variações de existências, da FBCF, etc..,.
Em conclusão, a Fisiocracia foi mais uma contribuição para a gestação do moderno pensamento Económico. A sua principal ideia foi o cada vez maior valor que se dá à terra (cometendo o exagero de pensar que só os produtos retirados da terra é que proporcionam riqueza) e Quesnay, como bom Fisiocrata veio desenvolver essas teorias, criando o Quadro que alerta para a circulação do Capital nos sectores da Economia.
Tópicos relacionados:
• História do Pensamento Econômico
• Mercantilismo
• Fisiocracia
• Utilitarismo
• Economia Clássica
• Teoria Marxista
• Teoria Keynesiana
AULA
O capitalismo se opõe ao feudalismo. Neste sistema preponderam as relações servis de produção, nas quais os servos devem a seu senhores obrigações compulsórias. No capitalismo definem – se relações assalariados de produção, a nítida separação entre os detentores dos meus de produção – capital, e os que possuem apenas o trabalho. O capitalismo vai se caracterizar pela produção para p mercado. Pelos tocos monetário, pela organização empresarial e pelo espírito de lucro.
PERIODIZAÇÃO
Para alguns historiadores o período que se estende do século XII ao XVIII, deve ser classificado como pré – capitalismo. Para outro o pré – capitalismo corresponderia ao século XII ao XV.
O mundo moderno surge da crise do sistema feudal e desenvolvimento do sistema capitalista.
Dos fins da Idade Média até hoje o capitalismo passou por quatro fases distintas, cada uma com características próprias.
Considerando que existia dentro do feudalismo uma potencialidade mercantil, isto é, a possibilidade de desenvolvimento do comércio dentro dos limites da sociedade feudal, o impacto da nova realidade econômica foi fulminante. Estimulou muitos senhores a consumirem os novos produtos e, para tanto, eles foram obrigados a aumentar suas rendas, produzindo para o mercado consumidor urbano. Por isso, muitos senhores mudaram as relações servis transformando os serviçais em homens livres que arrendavam as terras com base numa relação contratual.
O resultado foi o surgimento de numerosas rotas de comércio, preponderavam as rotas marítimas e mesmos fluviais, pois as comunicações terrestres apresentavam riscos elevados, o umentava o custo dos transportes.
AS ROTAS MARÍTIMAS ( O MEDITERRÂNEO )
A partir do século XI, o comércio internacional, através do mar Mediterrâneo, deixou de ser monopólio dos árabes, pois, aos poucos, foi sendo conquistado pelo burgueses das cidades italianas de Veneza, Gênova, Pisa, Analfi e da Secília.
As caravanas que percorriam os caminhos da Ásia, trazendo as mercadorias orientais até o Mar Mediterrâneo, continuaram sendo controlado por mercadores árabes.
Graças a sua posição estratégica entre o Oriente e o Ocidente, Veneza tornou – se a primeira potência marítima do Mediterrâneo. Através do porto de Bizâncio, os venezianos compravam porcelanas e seda, perfumes e algodão, especiarias ( sal, pimenta, cravo, noz – moscada e etc. ).
Genova era a segunda força marítima do Mediterrâneo. Seu império concorria com Veneza no Oriente e no Ocidente.
Impulsionados pelo espírito de lucro, os comerciantes italianos estabeleceram relações comerciais com os muçulmanos, o desejo de obter lucros em seus negócios estava acima de tudo, por isso, levava em consideração as ameaças de excomunhão feitas pelo Papa, que condenava as atividades lucrativas.
AS ROTAS TERRESTRES
A partir do século XII, a mais importante rota terrestre no Ocidente era a que ligava o norte da Itália a Flandres. Essa rota estava ligada a várias outras, completando assim a circulação de mercadorias entre os três pólos comerciais da época: Constantinopla, cidades italianas e Flandres.
Esse conjunto de vias era chamada de rota da Champagne, pois era nessa região da França, a meio caminhos entre a Itália e a Provença de uma lado, Flandres e Alemanha de outro, que realizavam as principais feiras comerciais da época.
Havia também rotas terrestres e marítimas que ligavam a Espanha e a Inglaterra com a Champagne.
AS FEIRAS
Na alta Idade Média, já existiam feiras e mercados, mais nesse período, as feiras e os mercados estavam em suas proximidades, pois, restringiam – se a trocas de produtos de primeira necessidade.
Após o século XI, as feiras adquiriram um caráter internacional, geralmente elas se situavam no cruzamento de duas estradas importantes, ponto de encontro de comerciantes das mais diversas localidades.
Nas feiras comercializavam – se tecidos e fios para tecer, couros e peles, gado, peixes, trigos, sal, açúcar, especiarias e drogas medicinais.
As feiras mais importantes da Europa se realizavam na região de Champagne, onde quatro pequenas cidades se sucediam nessa função durante o ano.
A PASSAGEM DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO
No sistema feudal existiam basicamente dois grupos sociais: o dos trabalhadores da terra – os servos – e o dos proprietários das terras – os nobres e os clérigos.
O lugar que o indivíduo ocupava na hierarquia social era dada pelo seu nascimento, filho de servo era sevo, filho de nobre era nobre. Era praticamente impossível um servo melhorar seu padrão de vida e ascender socialmente a condição de nobre.
A economia desse período estava na produção agrícola para consumo imediato. As atividades comerciais praticamente inexistiam.
O trabalho dos servos eram realizados coletivamente, todos faziam tudo. Não havia especialização de funções. Os servos não tinham interesse em aumentar a produção, produzir mais significava apenas que os senhores teriam mais para explorar aumentando as obrigações servis. Por isso, não havia nenhum interesse em melhorar as técnicas agrícolas.
Mas a partir do século XI esse sistema entrou em crise, em grande parte, a crise do feudalismo pode ser explicada pelo crescimento da população européia, sobretudo da chamada senhorial, o que levou os senhores a aumentar a pressão sobre os servos, com vistas em ampliar suas rendas.
A transformação do sistema tem inicio com a fuga dos servos, que abandonam o campo e com a mudança gradativa do feudos, que passam a funcionar como unidades produtoras para os novos mercados urbanos que começavam a surgis.
Isso representou a passagem da economia feudal auto – suficiente para a economia mercantilizada, que caracteriza o capitalismo. De certa forma essa transformação continua até hoje.
O objetivo deste capítulo e outros que seguem é estudar a capitalismo e suas implicações na vida política social e cultural do mudo moderno.
ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO
Em seu desenvolvimento, o sistema capitalista passou por quatro fases desde a Baixa Idade Média até a atualidade.
A primeira que podemos denominar de pré – capitalismo, ocorreu entre séculos XII e XV, aproximadamente.
Nesse período, A Europa passou por um renascimento comercial e surgiu uma nova camada social, a dos mercadores. A produção de bens, que era destinada ao consumo imediato, foi sendo aos poucos substituído pela produção destinada ao comercio. E as trocas, que eram feitas em espécies foram substituídas pelas trocas monetárias. As cidade, praticamente inexistente, voltavam a crescer.
A segunda fase do desenvolvimento do capitalismo e denominada capitalismo comercial e ocorreu entre os séculos XVI e XVIII, nessa fase o capital se concentrou nas mãos dos comerciantes, que compravam e vendiam as mercadorias de quase todas as partes do mundo. Nesse período, a circulação de mercadorias ( comercio ) gerava mais lucros do que sua produção ( industrial ).
Os artesões trabalhavam em pequenas oficinas e cada um era dono de sua ferramenta e da matéria – prima do produto.
A terceira fase do capitalismo é denominada capitalismo industrial e ocorreu entre a segunda metade do século XVIII e o século XX. O capital acumulado na fase anterior do capitalismo passou a ser aplicado na produção de mercadorias, conseqüentemente, os industriais, donos de fábricas e máquinas ganhavam força dentro do sistema capitalista. As mercadorias, por sua vez, deixavam de ser feitas artesanal independente e deu origem a uma grande massa de trabalhadores assalariados. Esse processo denominado industrialização, teve início na Inglaterra e difundiu – se pela Europa.
TRANSFORMAÇÕES RELIGIOSAS E CULTURAIS
O papel espiritual da igreja na idade Média sempre esteve associado a sua atuação no campo da política . No século XII a igreja era a instituição mais rica e poderosa da Europa.
Porém, com o fim do sistema feudal e o surgimento do capitalismo na Baixa Idade Média, a igreja entrou em crise, a medida que a burguesia prosperava em seus negócios, ignorando as proibições da igreja as atividades econômicas lucrativas, e que os reis centralizavam a autoridade política, o poder do Papa e do alto clero entrou em crise. Essa crise repercutiu no interior do próprio clero, os bispos passaram a exigir que o Papa fizesse reformas na igreja, e muitos fiéis aderiram a formas religiosas alternativas que procuravam recuperar a essência dos ensinamentos de Jesus.
O burguês – homem dos tempos modernos – impôs à sociedade em transformação a sua mentalidade dinâmica, voltada para as preocupações terrenas.
O conhecimento e a arte dos século XII e XIV expressaram claramente essa mudança.
REVOLUÇÃO NO MUNDO DAS IDÉIAS: RENASCIMENTO E REFORMAS
O sistema feudal tinha chegado ao fim e o capitalismo começava a se formar. Atém das transformações econômicas e sociais a Europa vivia também uma grande transformação cultural, que recebeu o nome de Renascimento.
O renascimento cultural por que passava a Europa expressava uma nova compreensão do mundo, diferente da visão, que o homem tinha na Idade Média. O desenvolvimento da economia capitalista trouxe consigo novos valores e novas idéias de vida que os artistas e os intelectuais da época procuravam transmitir em suas obras.
EXERCÍCIO
1 – Faça um esquema com as principais característica da sociedade e da economia feudal no Europa, na Alta Idade Média.
2 – Comente esta afirmação:
“O capitalismo se opõe ao feudalismo”
3 – Caracterize o capitalismo:
4 – Qual o período que podemos considerar como pré capitalista?
5 – Defina o surgimento do mundo moderno.
1 - A História é uma Ciência
Saber História é uma necessidade
A História confunde-se com a própria cultura. Conhecer a História é andar passo a passo com o ser humano desde as cavernas primitivas até as marcas recentes deixadas na lua . É conhecer os erros e acertos da humanidade ao longo de tantos e tantos séculos, como disse Santayona, “se não aprendermos com a História ,estaremos condenados a repeti-la”.
A História é uma ciência social por isso seus fenômenos não podem ser repetidos em um laboratório como uma experiência de física ou química. D. João abriu os portos em 1808. Este é um acontecimento único, não se pode abrir duas vezes os portos do Brasil. Isto quer dizer que a História não se repete, utiliza os métodos das ciências sociais e busca a análise do acontecimento, da conjuntura e da estrutura e as conexões que existem entre eles.
Os fatos histórico são a matéria-prima para a elaboração da História, contudo não somos obrigados a decorar datas e fatos, o importante é analisar os acontecimentos, estabelecer relações entre épocas, inserir os fatos no contexto histórico e disso tirar lições.
A História estuda todas as transformações que a humanidade sofreu ao longo dos tempos. Essas transformações formam o processo histórico, resultado de toda a produção social, econômica, cultural e política da humanidade.
Na História estudamos o passado, fazendo uma comparação com o presente e vendo as transformações que ocorreram desde os primórdios da humanidade, na forma de organizar a sociedade, no modo de trabalhar, na maneira de distribuir riquezas, no jeito de morar, na alimentação, nos costumes e até mesmo na forma de pensar.
A sociedade vive dentro de um todo
Nossa vida está organizada em uma totalidade histórica, não há predominância de um ato sobre o outro, mas sim a interação entre eles e de tal forma que nós não nos apercebemos disso.
Ao conjunto globalizante que envolve o próprio modo de organização de nossa vida e suas partes articuladas damos o nome de modo de produção. A maneira pela qual as partes do conjunto social se articulam, combinam e relacionam-se entre si formam as estruturas.
As mudanças mais freqüentes e momentâneas são chamadas de conjunturas. Para se estudar a evolução humana nós recorremos á História e suas ciências afins, isto é, aquelas que estudam os acontecimentos específicos.
Economia, sociologia, geografia e muitas outras ciências humanas são ciências afins da história.
Vamos contar as datas da História
Para fins didáticos a História foi dividida em períodos. Nos usamos o calendário cristão, porém existem muitos outros, como o calendário muçulmano, o calendário judaico, o chinês e muitos outros, todavia convencionou-se usar o nascimentos de Cristo para datar o ano 1.
Tudo o que acontecem depois do nascimento de Cristo foi acrescido d.C. ( depois de Cristo ). Aos acontecimentos anteriores foi acrescentado a.C. ( antes de cristo ).
Os anos foram agrupados em 100 formando um século. Isto é muito importante, pois a cronologia é essencial para a existência da História.
Os séculos, período de 100 anos, são representados por algarismos romanos: século I ( do ano 1 ao ano 100 ); século II ( do ano 101 ao ano 200 ); século III ( dano 201 ao ano 300 ) e assim por diante. Basta somarmos um à dezena da data para sabermos o século. Por exemplo: 1789, século XVIII ( 17+1=18 ); 1808, século XIX ( 18+1=19 ); 1984, século XX ( 19+1=20 ) etc.
Vivemos na Idade Contemporânea
Os historiadores convencionaram a História em idades, isto é, períodos mais ou menos longos em que ocorreram fatos importantes. A História dividi-se em Pré-História e História propriamente dita. A Pré-História iniciou com o aparecimento do homem e findou com o desenvolvimento da escrita. A História propriamente dita iniciou com o desenvolvimento da escrita e vem até os nossos dias.
2 – Introdução aos tempos modernos
Não há terra sem senhor nem senhor sem terra
A transição da economia feudal – de subsistência e auto-suficiente - para uma economia monetária e de mercado, da sociedade rural e de estamentos para uma sociedade urbana e de classe, do Estado feudal fragmentado para os Estados nacionais centralizados assinalou, na ordem econômica, social e política, a passagem da Idade Média aos Tempos Modernos.
Surgido da síntese entre as contradições internas do Império Romano e as sucessivas ondas bárbaras do século V, o feudalismo atingiu o apojem na alta Idade Média ( séculos V-X ) e entrou em declínio na baixa Idade Média ( séculos XI-XV ),
por outro lado, ainda que guardando forte semelhanças entre si, existam também grandes diferenças entre o feudalismo francês e o inglês, entre o alemão e o italiano, assim como entre o espanhol e o português.
A partir do século XI, ao iniciar-se a baixa Idade Média, o comércio e as cidades que haviam desaparecido na alta Idade Média, foram lentamente ressurgindo no interior da sociedade feudal. Esse renascimento foi conseqüência, em grande parte, do crescimento demográfica acelerada da população européia, favorecido pela diminuição das invasões bárbaras a partir do século XI, o que possibilitou circulação de mercadorias, melhor alimentação, etc.
A pressão demográfica constituiu também um dos principais fatores do movimento de expansão européia em direção ao oriente, conhecido como cruzadas. As cruzadas libertaram o Mediterrâneo do domínio muçulmano e restabeleceram os contatos entre o ocidente e o oriente, intensificando dessa forma o renascimento comercial da baixa Idade Média.
No “outono da Idade Média” ( século XIV-XV ), o renascimento comercial e urbano foi, entretanto, grandemente afetado por três flagelo que assolaram a Europa. A fome, a peste, e a guerra. A crise do século XIV despachou um golpe mortal no feudalismo decadente, acelerou o fim da Idade Média e só foi superada no inicio dos Tempos Modernos.
O feudalismo foi o sistema econômico, social e político vigente na Europa durante a Idade Média.
Feudalismo – Diferenças
Francês e inglês; Alemão e italiano; Espanhol e italiano.
Fatores Externos
Invasões sofridas a partir do século VIII
Muçulmanos – vindos do norte da África, conquistaram a Península Ibérica e o Mar Mediterrâneo, fechando-o à navegação e ao comércio dos povos europeus.
Normandos – originários da Escandinávia, dominaram os Mares Bálticos e do Norte, a partir dos quais faziam incursões no continente.
Eslavos e Magiares – a partir da Rússia, invadiram as regiões da Europa Oriental.
Século VIII – comércio declinou devido à falta de segurança e dificuldade de comunicação, dando lugar a Troca Direta
- Regressão da Economia a níveis de mera subsistência .
- Cultura Teocêntrica.
Fatores Internos
Civilização Romana e Povos Germânicos
Contribuição para formação do feudalismo:
Civilização Romana – villas, colonato, cristianismo
Villas – grandes propriedades rurais que deram origem aos feudos.
Colonato – regime que vinculava o camponês à terra que cultivava
Cristianismo – que forneceu as bases da cultura medieval.
Povos Germânicos – comitatus, direito consuetudinário
Comitatus – juramento de mútua fidelidade entre o guerreiro e seu comandante que está na origem das relações de suserania e vassalagem.
Direito consuetudinário – baseado nos usos, costumes e tradições, fundamentou as Leis não escritas da civilização européia medieval.
Feudo – unidade básica de produção do feudalismo, grande propriedade rural ( extensão mínima = 120 )
- Castelo fortificado ou Burgo;
- Vila ou Aldeia;
- Igreja, açude, forno, pastagens comuns;
- Mercado.
Na economia feudal não existia o comércio como atividade permanente e organizada: produtos trocados diretamente sem utilização de dinheiro.
Relação de trabalho
- Servidão – Servo para senhor – parte do que produzia + inúmeros serviços.
- Senhor feudal – concedia proteção militar.
Principais obrigações dos Servos
Corvéia – dias de trabalho gratuito nas terras do senhor feudal.
Talha – metade da produção na gleba era do senhor feudal.
Banalidades – imposto suplementares pagos em espécie.
Sociedade Feudal – grande imobilismo dividido em 3 ordens ou estamentos – Ciero, Nobreza e Campesinato.
Ciero – altos dignitários da igreja romana, feudos eclesiásticos =1/3 das terras da Europa.
Nobreza – senhores feudais leigos, era organizada em uma hierarquia. Camponeses – grande maioria da sociedade feudal.
Feudalismo – poder político descentralizado e exercido de fato pelos grandes senhores feudais.
Aposse da terra era a fonte da autoridade política e a sua transferência a outrem estabelecia laços de suserania e vassalagem, através de juramento conhecido como homenagem.
Se um nobre doava um tecido a outro e recebia deste a homenagem, tornava-se seu suserano, e o outro, seu vassalo.
Obrigações do vassalo para com seu suserano – auxílio militar em caso de guerra, ajuda para investidura de cavaleiro de seu filho, no casamento da filha
- pagar o resgate quando ele for seqüestrado.
Século XI – início da Baixa Idade Média
Cidades ressurgindo – renascimento graças ao crescimento demográfico acelerado.
Crescimento Demográfico – favorecido pela diminuição de invasões bárbaras, favoreceu o movimento de expansão europeu em direção ao Oriente ( cruzadas )
Cruzadas – responsáveis pelo restabelecimento do contato entre o Ocidente e o Oriente. Fato que contribuiu para o renascimento comercial e urbano da Baixa Idade Média.
Renascimento do Comércio – possibilitou o reaparecimento da moeda, dos bancos e instrumentos de crédito, assim com a intensificação das trocas através das feiras e mercados.
Veneza – Oriental ( rota internacional ) mais importante, que transformou o Mediterrâneo em eixo econômico do comércio entre a Europa e o Oriente.
Mercadorias Italianos – detinham o monopólio da comercialização da especiarias produzidas no extremos oriente e transportada pelos muçulmanos ( mar ou terra ) no mercado europeu. I
incremento do Comércio – grandes associações comerciais, Hansas – liga Hanseáticas ou Hansa Teutônica – 160 cidades.
Feiras da Champagne – famosas – destruídas pela guerra dos Cem Anos ( 1337 – 1453 ) França e Inglaterra durante essa guerra o comércio deslocou-se para o Ocidente – rota Mar Mediterrâneo – Oceano Atlântico – Mar do Norte,
Acarretando valorização econômica da Península Ibérica, incremento da atividades náuticas prosperidade das cidades litorânea – Lisboa e Porto, surgimento de próspera burguesia, que se alia à realeza e impulsiona a expansão Marítima.
Renascimento urbano do Ocidente – determinado pela reativação do comércio – ressurgimento das cidades medievais – renascido em torno dos muros dos antigos castelos – chamadas Burgos – residentes: Burguesia – sucessão de várias dessas muralhas era comum às cidades medievais – planejamento urbano e condições de higiene eram precários – construções de madeira, ruas estreitas e sem calçamento, inexistiam sistemas de esgotos - atividades econômicas controladas pelos Grêmios ou corporações de artes e ofício que agrupavam os comerciantes e artesões – as corporações monopolizavam o mercado urbano, protegendo as atividades locais contra concorrência - caracterizando Protecionismo. Os grêmios regulamentavam o acesso à profissão, a jornada de trabalho, o preço das mercadorias, margem de lucros, exercendo um rígido controle sobre os negócios urbanos.
O poder real fragmentado vai-se tornando centralizado através da aliança realeza – Burguesia
Os privilégios dos senhores feudais limitavam a autoridade real – entrave ao desenvolvimento do comércio e ao crescimento das cidades – os grandes nobres faziam leis, administravam a justiça – a insegurança das estradas eram prejudiciais aos negócios da burguesia urbana. Essa instabilidade só poderia ser superada com o fortalecimento da autoridade real, somente sob a proteção de um comando militar e de um aparelho administrativo centralizados poderiam florescer os negócios burgueses e prosperar as atividades urbanas. O fim da Idade Média caracteriza-se pelo estabelecimento de alianças entre a burguesia e a realeza que levaram a unificação dos reinos em Estados Nacionais.
Com o surgimento das armas de fogo e dos exércitos profissionais, infantaria real, artilharia moderna. – Em Portugal o Estado centralizado consolida-se com a revolução de Avis ( 1383 – 1385 ).
Na Espanha como fim da guerra de reconquista e o casamento dos reis católicos ( 1469 ); na França com a vitória sobre os ingleses na Guerra dos Cem Anos ( 1337 – 1453 ); na Inglaterra com o fim da Guerra das Duas Rosas
( 1455 – 1485 ).
O renascimento comercial e urbano, foi entretanto grandemente afetado pelos três flagelos que assolaram a Europa : A fome, A peste e a guerra.
A crise do século XIV desfechou um golpe mortal no feudalismo decadente.
A grande fome ( 1315 – 1317 )
Foi conseqüência do crescimento demográfico, das más colheitas e das altas dos preços dos cereais, atingindo principalmente as populações urbanas, que migravam para o campo. A grande fome, vitimou milhões de pessoas, despovoou grande número de cidades, desorganizou a vida urbana.
A peste negra ( 1347 – 1350 )
Originária do Oriente, foi um surto de peste bubônica, e foi responsável pela morte de 1/3 da população.
A guerra dos Cem Anos ( 1337 – 1453 )
Conflito entre a França e a Inglaterra, devastou a agricultura, desarticulou as feiras e o comércio centro – europeu com a destruição da rota de Champgne.
A crise foi responsável pela eclosão de sangrentas rebeliões camponesas ( Jacqueries ) essas rebeliões golpearam severamente a servidão feudal.
Questões para Redação
1- Identifique os fatores econômicos que impulsionaram o processo das grandes navegações.
Primeiro o déficit em relação ao comércio com o Oriente, O Ocidente havia se tornado mais dependente do resto do mundo. As outras regiões vendiam mais à Europa do que compravam.
Essas mercadorias eram recolhidas no Oriente pelos Árabes e trazidas por caravanas que percorriam quase todo o caminho por terra, chegando finalmente as terra italianas, como Gênova, Veneza e Pisa. Estas serviam de intermediárias para a vendas de produtos pela Europa, monopolizando o comércio do Mar Mediterrâneo. Para as monarquias nacionais européias tornava-se necessário quebrar esse monopólio, descobrindo novos meios de contato com o oriente, preferencialmente mais rápidos, mais seguros e mais econômicos.
Essa necessidade era agravada pelo progressivo esgotamento das velhas minas de metais preciosos da Europa. O Ocidente estava sofrendo de uma anemia monetária que paralisava o seu comércio.
2- Identifique o papel do Estado nas grandes navegações.
O segundo fator que colaborou para a expansão marítima foi a aliança entre a burguesia e os reis, através das monarquias nacionais. Para realizar as grandes viagens marítimas era necessária uma complexa estrutura; material; navios; homens; armas; farto abastecimento. Esse tipo de empreendimento só seria possível com o apoio do Estado e o capital da burguesia.
Aos reis e aos burgueses interessava financiar a expansão marítima em troca de sua participação nos lucros. Com isso seriam fortalecidos os Estados nacionais facilitando a submissão da sociedade aos reis.
O progresso técnico e científico foi terceiro fator que impulsionou as grandes navegações. A pesquisa e a criatividade foram incentivadas e a astronomia e a cartografia obtiveram grande desenvolvimento sob o incentivo das monarquias nacionais, particularmente a burguesia.
3- Identifique o papel das inovações tecnológicas nas grandes navegações.
A pesquisa e a criatividade foram incentivadas e a astronomia e a cartografia obtiveram grande desenvolvimento som o incentivo das monarquias nacionais.
Todos esses avanços e mais o surgimento da caravela, das naus, o aperfeiçoamento do leme, a bússola, o astrolábio e etc. Contribuíram grandemente para que as grandes navegações fossem impulsionadas.
4- Análise as razões que geraram a necessidade de Portugal realizar a expansão ultramarina.
Portugal foi o primeiro país europeu a lançar à grandes navegações. Inúmeras razões concorreram para isso; a insuficiência portuguesa em metais preciosos para a cunhagem de moedas, a falta de produtos agrícolas e de mão-de-obra, o desejo de expandir a fé cristã , a necessidade de novos mercados. Portugal, entretanto, foi a nação pioneira porque contou, afora as necessidades impulsionadoras, com vários fatores que a favoreciam.
5- Identifique os fatores que possibilitaram o pioneirismo português.
Portugal possuía uma posição geográfica favorável , além de ser ponto de escala comercial para os navios que vinham das cidades italianas, pelo Mediterrâneo, rumo ao norte da Europa, tinha também fácil acesso à África através do atlântico.
A nação portuguesa contava com uma vantagem política adicional, gozava de paz interna se comparada aos outros países europeus envolvidos direta ou indiretamente na guerra dos Cem Anos ( França e Inglaterra ). No início do século XV, os lusitanos já praticavam intensamente a navegação devido à sua atividades pesqueiras. A pesca regular acorria paralelamente ao desenvolvimento do estudos teóricos náuticos e à sistematização das experiências de navegantes na famosa escola de Sagres. A figura que impulsionou esse esforço náutico foi o infante D. Henrique.
Finalmente outro fator importante que explica o pioneirismo de Portugal é a precoce criação de um Estado nacional associado aos interesses mercantis. Era do interesse das classes que possuíam controle sobre o Estado a canalização das energias do reino para a expansão marítima. Glória e terras para a nobreza, lucros para a burguesia, poder para o rei sintetizavam as perspectivas de Portugal. A igreja, através do espírito missionário, justificava o empreendimento.
6- Compare as características do colonialismo espanhol.
O objetivo dos portugueses era meramente o de obter lucros, e não intencionavam colonizar, no sentido de organizar a produção local e fixar povoamento.
Portugal formou seu império sob o espírito mercantil, baseado em um sistema de entreposto sem se interessar no povoamento e colonização. Entende-se, assim, por que o Brasil, não oferecendo produtos de comercialização fácil e imediata, tenha sido temporariamente desprezado. Apenas com a decadência do comércio oriental, os portugueses passaram a interessar-se por sua colônia na América.
Lutando para expulsar os muçulmanos da Europa, os espanhóis realizaram a unificação do território da Espanha. Com a queda de Granada em 1492, completou-se o processo de expulsão dos Árabes e de criação da monarquia da Espanha. Só então, com quase um século de atraso em comparação a Portugal, os espanhóis começaram a sua participação nas grandes navegações.
No ano de 1519, os espanhóis iniciaram a ocupação do continente americano, invadindo o México numa expedição liderada pelo fidalgo espanhol Fernão Cortez com uma força de 600 homens, utilizando cavalos e armas de fogo, os espanhóis submetem a civilização Asteca ai constituída. O imperador Montezuma recebe pessoalmente Cortez, mas os espanhóis desencadeiam uma seqüência de oubos e saques. Em 1520, os Astecas revoltam-se, sendo, porém batidos e Montezuma assassinado. A conquista relativamente fácil fora conseguida pela superioridade de armamentos espanhóis pelas lutas internas entre os próprios Índios e pelo desrespeito à leis de guerra dos Astecas ( que não executavam os inimigos aprisionados ), praticando-se assassinato em massa de prisioneiros.
Em 1532 foi a vez da civilização Inca, localizada no Peru. Francisco Pizarro e Diogo Almagro lideraram o saque das riquezas indígenas e a destruição da organização social e política existente. Em 1535, Lima era fundada sobre os destroços da antiga civilização, com a exploração do Alto Peru ( atual Bolívia ) foram descobertas, em 1545, as minas de prata de Potosi, consideradas as maiores do mundo, essa riqueza atraiu milhares de aventureiros que remeteram quantidades fabulosas de metal precioso à metrópole espanhola. Essa exploração baseou-se no trabalho compulsório de Índios.
7- Identifique as conseqüências da exploração ultramarina européia.
As grandes navegações geraram outras conseqüências além da constituição dos impérios coloniais.
O eixo econômico europeu foi deslocado do Mar Mediterrâneo para o oceano Atlântico e o comércio passou a Ter proporções de empreendimento mundial. As grandes potências marítimas, pela primeira vez na História, faziam suas embarcações singrarem os sete mares. O monopólio do tráfico oriental, controlado pelas cidades italianas foi completamente desfeito, os portos de Gênova, Veneza e Pizza foram substituídos em efervescência comercial por Lisboa, servilha, Bordéus, Liverpool, Bristol e Amsterdã.
Outros resultados importante foi o aumento no volume comercial e a diversificação dos artigos de consumo, somaram-se às especiarias e aos tecidos do oriente a batata, o tabaco e o milho vindos da América do Norte.
Porém, a mais influente conseqüência da expansão ultramarina foi o fluxo de metais preciosos para o continente europeu. Tal acúmulo de riquezas, sob a forma de metais preciosos a que se deu o nome de acumulação primitiva de capital, contribuiu decisivamente para a implantação do capitalismo.
1 – A transferência da corte portuguesa para o Brasil
A mudança da família Real e da corte portuguesa para o Brasil, foi conseqüência da situação européia no inicio do século XIX, na qual, o imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte, submeteu a maior parte dos paises europeus ao seu domínio, através da política expansionista.
Em 1806, Napoleão decretou o bloqueio continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos do comércio inglês, privando – o de seus mercador consumidores e de suas fontes de abastecimento.
Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João, pois sua mãe, a rainha Dona Maria I, sofria das faculdades mentais.
Portugal não podia aderir ao bloqueio continental, pois sua economia dependia basicamente da Inglaterra, no entanto, recebia fortes pressões de Napoleão, que exigia o fechamento dos portos portugueses ao comércio inglês para resolver a situação de acordo com os interesses em Lisboa, Visconde de Strangford conseguiu convencer Dom João a transferir – se com sua corte para o Brasil, ao menos, garantindo o acesso ao mercado consumidor brasileiro. Outro fato apressou a decisão do príncipe regente D. João de abandonar a metrópole, que foi a assinatura do tratado de fontainebleav, entre franca e Espanha, no qual Portugal e suas colônias seriam repartidos entre eles.
No dia 29 de novembro, D. João e sua família, acompanhados por cerca de 15.000 pessoas partiram para o Brasil , escoltados por quatro navios britânicos aportando na Bahia e outra na parte no Rio de janeiro.
- FIM DO PACTO COLONIAL
Depois de 53 dias de travessia do atlântico, os fugitivos chegaram a Salvador, no dia 22 de janeiro de 1808. era o inicio de importantes mudanças para a colônia.
No dia 28 de janeiro de 1808, D. João, aconselhado pelo brasileiro José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairú, assinou decreto abrindo os portos do Brasil às nações amigas. O decreto de D. João era resultado lógico da ocupação de Portugal pelos franceses. A velha política do pacto colonial, pela qual a colônia só podia comercializar com a metrópole, não tinha mais sentido naquele momento, com a Europa dominada por Napoleão, só duas nações, Inglaterra e Estados Unidos, podiam fazer comércio no Brasil.
- Questões
1 – Por que Portugal não aderiu ao bloqueio continental decretado por Napoleão Bonaparte?
2 – Quais as razoes da abertura dos portos do Brasil logo depois da chegada da corte portuguesa?
3 – O que foi o bloqueio continental?
- O GOVERNO DE DOM JOÃO
A chegada de D. João à Bahia, onde ficou um pouco mais de um mês, ocorreu em 22 de janeiro de 1808. Teve início, então uma nova época na História do Brasil, pois a colônia foi a grande beneficiada com a transferência da corte. A presença da administração real criou pouco a pouco condições para a futura emancipação política da colônia.
Da Bahia, D. João seguiu para o Rio de janeiro. Ali, alojamento da numerosa comitiva do príncipe causou grandes problemas. As melhores residências da cidade foram requisitadas para os altos funcionários da corte.
Ainda na Bahia, o príncipe regente tomou a primeira e a mais importante medida de caráter econômico. Em 28 de janeiro de 1808, influenciado por José da Silva Lisboa, Dom João expediu a carta regia de abertura dos portos do Brasil às nações amigas de Portugal. Daí em diante, o Brasil poderia comercializar diretamente com quem quisesse.
Esse decreto de abertura dos portos pôs fim ao monopólio luso sobre o comercio brasileiro, que era a base da política colonial.
A principal interessada nessa medida e sua grande inspiradora era a Inglaterra, com o bloqueio continental, a industria inglesa tinha grande dificuldade em colocar seus produtos no mercado. O decreto de 1808 abriu uma importante válvula de escape para a produção inglesa de manufaturados. Os portos brasileiros tiveram de ser adaptados rapidamente para receber a verdadeira avalanche de produtos ingleses.
Ainda em 1808, em 1o de abril, Dom João assinou em alvará permitindo a instalação de industrias no Brasil. Com essa medida, completou – se a libertação econômica da colônia em relação a Portugal, que havia se iniciado com a abertura dos portos.
E, 1810, Dom João assinou vários tratados com a Inglaterra. O mais importante deles foi o Tratado de Comércio e Navegação, que estabelecia uma taxa de apenas 15% sobre a importação de produtos ingleses. Para avaliar o significado dessa medida, basta lembrar que a taxa de importação de produtos portugueses era de 16% e a de produtos de outras nações de 24%. Com esses tratados, portanto os ingleses praticamente dominavam a concorrência no mercado brasileiro, dominando – o por completo.
PENSANDO E RESPONDENDO!
1 – Quais os benefícios que o Brasil teve com a vinda da família real?
2 – Que transtornos criou a comitiva de Dom João ao chegar no Rio de janeiro?
3– Qual a primeira medida tomada por Dom João ao chegar no Brasil?
4 – Quais as conseqüências dessas medidas e que país se beneficiou?
5 – Que alvará Dom João assinou em 1808 e que conseqüência teve para a colônia?
6 – O que foi o tratado de comércio e navegação?
7 – Quem se beneficiou com esse tratado e por que?
- GOVERNO JOANINO
Ao lado de mudanças econômicas o Brasil passou também por transformações políticas e administrativas, a transferência da sede do governo português para o Rio de janeiro exigiu a instalação de um conjunto de ministérios, secretarias, tribunais. Outras medidas estimulavam o desenvolvimento da sociedade e da cultura brasileira, principalmente no Rio de janeiro. Foram criadas duas escolas de medicina ( uma em Salvador, outras no Rio ), a escola de belas – artes, o jardim Botânico, a imprensa régia, a academia militar e da marinha, um museu, o primeiro banco do Brasil etc.
Dentre as providências tomadas pela administração portuguesa no Brasil, teve considerável importância para o futuro cultural do país, a vinda em 1816, de uma missão de artistas franceses e mais, tarde, de uma missão cientifica austríaca, entre os artistas franceses, veio o famoso pintor João Batista Debret, que retratou cenas da vida brasileira, entre os austríacos vieram os naturalistas Carlos Filipe Von Martuis e João Batista Spix, que estudaram a vegetação e os animais brasileiro.
- POLITICA EXTERNA GOVERNO JOANINO
Para obter o reconhecimento da dinastia de Bragança, Dom João transformou o Brasil em Reino Unido a Portugal e Algarves. Com essa medida o Brasil deixava de ter o estatuto legal de colônia, era um passo importante para a emancipação política.
Devido as ofensivas Napoleônicas, Dom João tomou ainda duas medidas de caráter militar:
- Declarou guerra à franca, ocupando a seguir a guiana francesa;
- Ordenou a ocupação da Cisplatina, em revide a atuação da Espanha, a que pertencia a região e que estava ocupada por tropas napoleônicas.
ESTUDANDO:
1 – Que mudanças políticas sofreu o Brasil com a vinda da família real?
2 – Explique as mudanças sociais e artísticas que aconteceu no Rio de janeiro com a vinda da família real?
3 – Que famoso artista francês foi convidado para retratar cenas da vida brasileira?
4– Que medida Dom João tomou para obter o reconhecimento em Portugal da dinastia Bragança?
5 – Descreva os conflitos externos vividos no período joanino.
A REVOLUÇÃO DO PORTO
Desde a transferência da família real para o Brasil, a situação político – econômico de Portugal estava à beira do caos:
- O país estava extremamente empobrecido pela guerra contra as forças de Napoleão.
- Portugal era governado por um comandante militar inglês, desde que, pouco depois da invasão napoleônica, tropas inglesas ajudaram a expulsar os franceses.
- O comércio português estava arruinado em conseqüência da abertura dos portos brasileiros às outras nações.
Tudo isso levou os portugueses a aderirem ao movimento revolucionário que teve inicio na cidade do Porto, em agosto de 1820, e se estendeu rapidamente por todo o reino.
A revolução do Porto tinha como principais objetivos: derrubar a administração inglesa, promover a volta de Dom João VI para Portugal e elaborar uma constituição, levando ao fim o absolutismo no reino lusitano. Outro objetivo era a retomada dos antigos privilégios comerciais que os portugueses tinham com o Brasil e que foram perdidos em 1808.
PERIODIZAÇÃO
Para alguns historiadores o período que se estende do século XII ao XVIII, deve ser classificado como pré – capitalismo. Para outro o pré – capitalismo corresponderia ao século XII ao XV.
O mundo moderno surge da crise do sistema feudal e desenvolvimento do sistema capitalista.
Dos fins da Idade Média até hoje o capitalismo passou por quatro fases distintas, cada uma com características próprias.
Considerando que existia dentro do feudalismo uma potencialidade mercantil, isto é, a possibilidade de desenvolvimento do comércio dentro dos limites da sociedade feudal, o impacto da nova realidade econômica foi fulminante. Estimulou muitos senhores a consumirem os novos produtos e, para tanto, eles foram obrigados a aumentar suas rendas, produzindo para o mercado consumidor urbano. Por isso, muitos senhores mudaram as relações servis transformando os serviçais em homens livres que arrendavam as terras com base numa relação contratual.
O resultado foi o surgimento de numerosas rotas de comércio, preponderavam as rotas marítimas e mesmos fluviais, pois as comunicações terrestres apresentavam riscos elevados, o umentava o custo dos transportes.
AS ROTAS MARÍTIMAS ( O MEDITERRÂNEO )
A partir do século XI, o comércio internacional, através do mar Mediterrâneo, deixou de ser monopólio dos árabes, pois, aos poucos, foi sendo conquistado pelo burgueses das cidades italianas de Veneza, Gênova, Pisa, Analfi e da Secília.
As caravanas que percorriam os caminhos da Ásia, trazendo as mercadorias orientais até o Mar Mediterrâneo, continuaram sendo controlado por mercadores árabes.
Graças a sua posição estratégica entre o Oriente e o Ocidente, Veneza tornou – se a primeira potência marítima do Mediterrâneo. Através do porto de Bizâncio, os venezianos compravam porcelanas e seda, perfumes e algodão, especiarias ( sal, pimenta, cravo, noz – moscada e etc. ).
Genova era a segunda força marítima do Mediterrâneo. Seu império concorria com Veneza no Oriente e no Ocidente.
Impulsionados pelo espírito de lucro, os comerciantes italianos estabeleceram relações comerciais com os muçulmanos, o desejo de obter lucros em seus negócios estava acima de tudo, por isso, levava em consideração as ameaças de excomunhão feitas pelo Papa, que condenava as atividades lucrativas.
AS ROTAS TERRESTRES
A partir do século XII, a mais importante rota terrestre no Ocidente era a que ligava o norte da Itália a Flandres. Essa rota estava ligada a várias outras, completando assim a circulação de mercadorias entre os três pólos comerciais da época: Constantinopla, cidades italianas e Flandres.
Esse conjunto de vias era chamada de rota da Champagne, pois era nessa região da França, a meio caminhos entre a Itália e a Provença de uma lado, Flandres e Alemanha de outro, que realizavam as principais feiras comerciais da época.
Havia também rotas terrestres e marítimas que ligavam a Espanha e a Inglaterra com a Champagne.
AS FEIRAS
Na alta Idade Média, já existiam feiras e mercados, mais nesse período, as feiras e os mercados estavam em suas proximidades, pois, restringiam – se a trocas de produtos de primeira necessidade.
Após o século XI, as feiras adquiriram um caráter internacional, geralmente elas se situavam no cruzamento de duas estradas importantes, ponto de encontro de comerciantes das mais diversas localidades.
Nas feiras comercializavam – se tecidos e fios para tecer, couros e peles, gado, peixes, trigos, sal, açúcar, especiarias e drogas medicinais.
As feiras mais importantes da Europa se realizavam na região de Champagne, onde quatro pequenas cidades se sucediam nessa função durante o ano.
A PASSAGEM DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO
No sistema feudal existiam basicamente dois grupos sociais: o dos trabalhadores da terra – os servos – e o dos proprietários das terras – os nobres e os clérigos.
O lugar que o indivíduo ocupava na hierarquia social era dada pelo seu nascimento, filho de servo era sevo, filho de nobre era nobre. Era praticamente impossível um servo melhorar seu padrão de vida e ascender socialmente a condição de nobre.
A economia desse período estava na produção agrícola para consumo imediato. As atividades comerciais praticamente inexistiam.
O trabalho dos servos eram realizados coletivamente, todos faziam tudo. Não havia especialização de funções. Os servos não tinham interesse em aumentar a produção, produzir mais significava apenas que os senhores teriam mais para explorar aumentando as obrigações servis. Por isso, não havia nenhum interesse em melhorar as técnicas agrícolas.
Mas a partir do século XI esse sistema entrou em crise, em grande parte, a crise do feudalismo pode ser explicada pelo crescimento da população européia, sobretudo da chamada senhorial, o que levou os senhores a aumentar a pressão sobre os servos, com vistas em ampliar suas rendas.
A transformação do sistema tem inicio com a fuga dos servos, que abandonam o campo e com a mudança gradativa do feudos, que passam a funcionar como unidades produtoras para os novos mercados urbanos que começavam a surgis.
Isso representou a passagem da economia feudal auto – suficiente para a economia mercantilizada, que caracteriza o capitalismo. De certa forma essa transformação continua até hoje.
O objetivo deste capítulo e outros que seguem é estudar a capitalismo e suas implicações na vida política social e cultural do mudo moderno.
ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO
Em seu desenvolvimento, o sistema capitalista passou por quatro fases desde a Baixa Idade Média até a atualidade.
A primeira que podemos denominar de pré – capitalismo, ocorreu entre séculos XII e XV, aproximadamente.
Nesse período, A Europa passou por um renascimento comercial e surgiu uma nova camada social, a dos mercadores. A produção de bens, que era destinada ao consumo imediato, foi sendo aos poucos substituído pela produção destinada ao comercio. E as trocas, que eram feitas em espécies foram substituídas pelas trocas monetárias. As cidade, praticamente inexistente, voltavam a crescer.
A segunda fase do desenvolvimento do capitalismo e denominada capitalismo comercial e ocorreu entre os séculos XVI e XVIII, nessa fase o capital se concentrou nas mãos dos comerciantes, que compravam e vendiam as mercadorias de quase todas as partes do mundo. Nesse período, a circulação de mercadorias ( comercio ) gerava mais lucros do que sua produção ( industrial ).
Os artesões trabalhavam em pequenas oficinas e cada um era dono de sua ferramenta e da matéria – prima do produto.
A terceira fase do capitalismo é denominada capitalismo industrial e ocorreu entre a segunda metade do século XVIII e o século XX. O capital acumulado na fase anterior do capitalismo passou a ser aplicado na produção de mercadorias, conseqüentemente, os industriais, donos de fábricas e máquinas ganhavam força dentro do sistema capitalista. As mercadorias, por sua vez, deixavam de ser feitas artesanal independente e deu origem a uma grande massa de trabalhadores assalariados. Esse processo denominado industrialização, teve início na Inglaterra e difundiu – se pela Europa.
TRANSFORMAÇÕES RELIGIOSAS E CULTURAIS
O papel espiritual da igreja na idade Média sempre esteve associado a sua atuação no campo da política . No século XII a igreja era a instituição mais rica e poderosa da Europa.
Porém, com o fim do sistema feudal e o surgimento do capitalismo na Baixa Idade Média, a igreja entrou em crise, a medida que a burguesia prosperava em seus negócios, ignorando as proibições da igreja as atividades econômicas lucrativas, e que os reis centralizavam a autoridade política, o poder do Papa e do alto clero entrou em crise. Essa crise repercutiu no interior do próprio clero, os bispos passaram a exigir que o Papa fizesse reformas na igreja, e muitos fiéis aderiram a formas religiosas alternativas que procuravam recuperar a essência dos ensinamentos de Jesus.
O burguês – homem dos tempos modernos – impôs à sociedade em transformação a sua mentalidade dinâmica, voltada para as preocupações terrenas.
O conhecimento e a arte dos século XII e XIV expressaram claramente essa mudança.
REVOLUÇÃO NO MUNDO DAS IDÉIAS: RENASCIMENTO E REFORMAS
O sistema feudal tinha chegado ao fim e o capitalismo começava a se formar. Atém das transformações econômicas e sociais a Europa vivia também uma grande transformação cultural, que recebeu o nome de Renascimento.
O renascimento cultural por que passava a Europa expressava uma nova compreensão do mundo, diferente da visão, que o homem tinha na Idade Média. O desenvolvimento da economia capitalista trouxe consigo novos valores e novas idéias de vida que os artistas e os intelectuais da época procuravam transmitir em suas obras.
EXERCÍCIO
1 – Faça um esquema com as principais característica da sociedade e da economia feudal no Europa, na Alta Idade Média.
2 – Comente esta afirmação:
“O capitalismo se opõe ao feudalismo”
3 – Caracterize o capitalismo:
4 – Qual o período que podemos considerar como pré capitalista?
5 – Defina o surgimento do mundo moderno.
1 - A História é uma Ciência
Saber História é uma necessidade
A História confunde-se com a própria cultura. Conhecer a História é andar passo a passo com o ser humano desde as cavernas primitivas até as marcas recentes deixadas na lua . É conhecer os erros e acertos da humanidade ao longo de tantos e tantos séculos, como disse Santayona, “se não aprendermos com a História ,estaremos condenados a repeti-la”.
A História é uma ciência social por isso seus fenômenos não podem ser repetidos em um laboratório como uma experiência de física ou química. D. João abriu os portos em 1808. Este é um acontecimento único, não se pode abrir duas vezes os portos do Brasil. Isto quer dizer que a História não se repete, utiliza os métodos das ciências sociais e busca a análise do acontecimento, da conjuntura e da estrutura e as conexões que existem entre eles.
Os fatos histórico são a matéria-prima para a elaboração da História, contudo não somos obrigados a decorar datas e fatos, o importante é analisar os acontecimentos, estabelecer relações entre épocas, inserir os fatos no contexto histórico e disso tirar lições.
A História estuda todas as transformações que a humanidade sofreu ao longo dos tempos. Essas transformações formam o processo histórico, resultado de toda a produção social, econômica, cultural e política da humanidade.
Na História estudamos o passado, fazendo uma comparação com o presente e vendo as transformações que ocorreram desde os primórdios da humanidade, na forma de organizar a sociedade, no modo de trabalhar, na maneira de distribuir riquezas, no jeito de morar, na alimentação, nos costumes e até mesmo na forma de pensar.
A sociedade vive dentro de um todo
Nossa vida está organizada em uma totalidade histórica, não há predominância de um ato sobre o outro, mas sim a interação entre eles e de tal forma que nós não nos apercebemos disso.
Ao conjunto globalizante que envolve o próprio modo de organização de nossa vida e suas partes articuladas damos o nome de modo de produção. A maneira pela qual as partes do conjunto social se articulam, combinam e relacionam-se entre si formam as estruturas.
As mudanças mais freqüentes e momentâneas são chamadas de conjunturas. Para se estudar a evolução humana nós recorremos á História e suas ciências afins, isto é, aquelas que estudam os acontecimentos específicos.
Economia, sociologia, geografia e muitas outras ciências humanas são ciências afins da história.
Vamos contar as datas da História
Para fins didáticos a História foi dividida em períodos. Nos usamos o calendário cristão, porém existem muitos outros, como o calendário muçulmano, o calendário judaico, o chinês e muitos outros, todavia convencionou-se usar o nascimentos de Cristo para datar o ano 1.
Tudo o que acontecem depois do nascimento de Cristo foi acrescido d.C. ( depois de Cristo ). Aos acontecimentos anteriores foi acrescentado a.C. ( antes de cristo ).
Os anos foram agrupados em 100 formando um século. Isto é muito importante, pois a cronologia é essencial para a existência da História.
Os séculos, período de 100 anos, são representados por algarismos romanos: século I ( do ano 1 ao ano 100 ); século II ( do ano 101 ao ano 200 ); século III ( dano 201 ao ano 300 ) e assim por diante. Basta somarmos um à dezena da data para sabermos o século. Por exemplo: 1789, século XVIII ( 17+1=18 ); 1808, século XIX ( 18+1=19 ); 1984, século XX ( 19+1=20 ) etc.
Vivemos na Idade Contemporânea
Os historiadores convencionaram a História em idades, isto é, períodos mais ou menos longos em que ocorreram fatos importantes. A História dividi-se em Pré-História e História propriamente dita. A Pré-História iniciou com o aparecimento do homem e findou com o desenvolvimento da escrita. A História propriamente dita iniciou com o desenvolvimento da escrita e vem até os nossos dias.
2 – Introdução aos tempos modernos
Não há terra sem senhor nem senhor sem terra
A transição da economia feudal – de subsistência e auto-suficiente - para uma economia monetária e de mercado, da sociedade rural e de estamentos para uma sociedade urbana e de classe, do Estado feudal fragmentado para os Estados nacionais centralizados assinalou, na ordem econômica, social e política, a passagem da Idade Média aos Tempos Modernos.
Surgido da síntese entre as contradições internas do Império Romano e as sucessivas ondas bárbaras do século V, o feudalismo atingiu o apojem na alta Idade Média ( séculos V-X ) e entrou em declínio na baixa Idade Média ( séculos XI-XV ),
por outro lado, ainda que guardando forte semelhanças entre si, existam também grandes diferenças entre o feudalismo francês e o inglês, entre o alemão e o italiano, assim como entre o espanhol e o português.
A partir do século XI, ao iniciar-se a baixa Idade Média, o comércio e as cidades que haviam desaparecido na alta Idade Média, foram lentamente ressurgindo no interior da sociedade feudal. Esse renascimento foi conseqüência, em grande parte, do crescimento demográfica acelerada da população européia, favorecido pela diminuição das invasões bárbaras a partir do século XI, o que possibilitou circulação de mercadorias, melhor alimentação, etc.
A pressão demográfica constituiu também um dos principais fatores do movimento de expansão européia em direção ao oriente, conhecido como cruzadas. As cruzadas libertaram o Mediterrâneo do domínio muçulmano e restabeleceram os contatos entre o ocidente e o oriente, intensificando dessa forma o renascimento comercial da baixa Idade Média.
No “outono da Idade Média” ( século XIV-XV ), o renascimento comercial e urbano foi, entretanto, grandemente afetado por três flagelo que assolaram a Europa. A fome, a peste, e a guerra. A crise do século XIV despachou um golpe mortal no feudalismo decadente, acelerou o fim da Idade Média e só foi superada no inicio dos Tempos Modernos.
O feudalismo foi o sistema econômico, social e político vigente na Europa durante a Idade Média.
Feudalismo – Diferenças
Francês e inglês; Alemão e italiano; Espanhol e italiano.
Fatores Externos
Invasões sofridas a partir do século VIII
Muçulmanos – vindos do norte da África, conquistaram a Península Ibérica e o Mar Mediterrâneo, fechando-o à navegação e ao comércio dos povos europeus.
Normandos – originários da Escandinávia, dominaram os Mares Bálticos e do Norte, a partir dos quais faziam incursões no continente.
Eslavos e Magiares – a partir da Rússia, invadiram as regiões da Europa Oriental.
Século VIII – comércio declinou devido à falta de segurança e dificuldade de comunicação, dando lugar a Troca Direta
- Regressão da Economia a níveis de mera subsistência .
- Cultura Teocêntrica.
Fatores Internos
Civilização Romana e Povos Germânicos
Contribuição para formação do feudalismo:
Civilização Romana – villas, colonato, cristianismo
Villas – grandes propriedades rurais que deram origem aos feudos.
Colonato – regime que vinculava o camponês à terra que cultivava
Cristianismo – que forneceu as bases da cultura medieval.
Povos Germânicos – comitatus, direito consuetudinário
Comitatus – juramento de mútua fidelidade entre o guerreiro e seu comandante que está na origem das relações de suserania e vassalagem.
Direito consuetudinário – baseado nos usos, costumes e tradições, fundamentou as Leis não escritas da civilização européia medieval.
Feudo – unidade básica de produção do feudalismo, grande propriedade rural ( extensão mínima = 120 )
- Castelo fortificado ou Burgo;
- Vila ou Aldeia;
- Igreja, açude, forno, pastagens comuns;
- Mercado.
Na economia feudal não existia o comércio como atividade permanente e organizada: produtos trocados diretamente sem utilização de dinheiro.
Relação de trabalho
- Servidão – Servo para senhor – parte do que produzia + inúmeros serviços.
- Senhor feudal – concedia proteção militar.
Principais obrigações dos Servos
Corvéia – dias de trabalho gratuito nas terras do senhor feudal.
Talha – metade da produção na gleba era do senhor feudal.
Banalidades – imposto suplementares pagos em espécie.
Sociedade Feudal – grande imobilismo dividido em 3 ordens ou estamentos – Ciero, Nobreza e Campesinato.
Ciero – altos dignitários da igreja romana, feudos eclesiásticos =1/3 das terras da Europa.
Nobreza – senhores feudais leigos, era organizada em uma hierarquia. Camponeses – grande maioria da sociedade feudal.
Feudalismo – poder político descentralizado e exercido de fato pelos grandes senhores feudais.
Aposse da terra era a fonte da autoridade política e a sua transferência a outrem estabelecia laços de suserania e vassalagem, através de juramento conhecido como homenagem.
Se um nobre doava um tecido a outro e recebia deste a homenagem, tornava-se seu suserano, e o outro, seu vassalo.
Obrigações do vassalo para com seu suserano – auxílio militar em caso de guerra, ajuda para investidura de cavaleiro de seu filho, no casamento da filha
- pagar o resgate quando ele for seqüestrado.
Século XI – início da Baixa Idade Média
Cidades ressurgindo – renascimento graças ao crescimento demográfico acelerado.
Crescimento Demográfico – favorecido pela diminuição de invasões bárbaras, favoreceu o movimento de expansão europeu em direção ao Oriente ( cruzadas )
Cruzadas – responsáveis pelo restabelecimento do contato entre o Ocidente e o Oriente. Fato que contribuiu para o renascimento comercial e urbano da Baixa Idade Média.
Renascimento do Comércio – possibilitou o reaparecimento da moeda, dos bancos e instrumentos de crédito, assim com a intensificação das trocas através das feiras e mercados.
Veneza – Oriental ( rota internacional ) mais importante, que transformou o Mediterrâneo em eixo econômico do comércio entre a Europa e o Oriente.
Mercadorias Italianos – detinham o monopólio da comercialização da especiarias produzidas no extremos oriente e transportada pelos muçulmanos ( mar ou terra ) no mercado europeu. I
incremento do Comércio – grandes associações comerciais, Hansas – liga Hanseáticas ou Hansa Teutônica – 160 cidades.
Feiras da Champagne – famosas – destruídas pela guerra dos Cem Anos ( 1337 – 1453 ) França e Inglaterra durante essa guerra o comércio deslocou-se para o Ocidente – rota Mar Mediterrâneo – Oceano Atlântico – Mar do Norte,
Acarretando valorização econômica da Península Ibérica, incremento da atividades náuticas prosperidade das cidades litorânea – Lisboa e Porto, surgimento de próspera burguesia, que se alia à realeza e impulsiona a expansão Marítima.
Renascimento urbano do Ocidente – determinado pela reativação do comércio – ressurgimento das cidades medievais – renascido em torno dos muros dos antigos castelos – chamadas Burgos – residentes: Burguesia – sucessão de várias dessas muralhas era comum às cidades medievais – planejamento urbano e condições de higiene eram precários – construções de madeira, ruas estreitas e sem calçamento, inexistiam sistemas de esgotos - atividades econômicas controladas pelos Grêmios ou corporações de artes e ofício que agrupavam os comerciantes e artesões – as corporações monopolizavam o mercado urbano, protegendo as atividades locais contra concorrência - caracterizando Protecionismo. Os grêmios regulamentavam o acesso à profissão, a jornada de trabalho, o preço das mercadorias, margem de lucros, exercendo um rígido controle sobre os negócios urbanos.
O poder real fragmentado vai-se tornando centralizado através da aliança realeza – Burguesia
Os privilégios dos senhores feudais limitavam a autoridade real – entrave ao desenvolvimento do comércio e ao crescimento das cidades – os grandes nobres faziam leis, administravam a justiça – a insegurança das estradas eram prejudiciais aos negócios da burguesia urbana. Essa instabilidade só poderia ser superada com o fortalecimento da autoridade real, somente sob a proteção de um comando militar e de um aparelho administrativo centralizados poderiam florescer os negócios burgueses e prosperar as atividades urbanas. O fim da Idade Média caracteriza-se pelo estabelecimento de alianças entre a burguesia e a realeza que levaram a unificação dos reinos em Estados Nacionais.
Com o surgimento das armas de fogo e dos exércitos profissionais, infantaria real, artilharia moderna. – Em Portugal o Estado centralizado consolida-se com a revolução de Avis ( 1383 – 1385 ).
Na Espanha como fim da guerra de reconquista e o casamento dos reis católicos ( 1469 ); na França com a vitória sobre os ingleses na Guerra dos Cem Anos ( 1337 – 1453 ); na Inglaterra com o fim da Guerra das Duas Rosas
( 1455 – 1485 ).
O renascimento comercial e urbano, foi entretanto grandemente afetado pelos três flagelos que assolaram a Europa : A fome, A peste e a guerra.
A crise do século XIV desfechou um golpe mortal no feudalismo decadente.
A grande fome ( 1315 – 1317 )
Foi conseqüência do crescimento demográfico, das más colheitas e das altas dos preços dos cereais, atingindo principalmente as populações urbanas, que migravam para o campo. A grande fome, vitimou milhões de pessoas, despovoou grande número de cidades, desorganizou a vida urbana.
A peste negra ( 1347 – 1350 )
Originária do Oriente, foi um surto de peste bubônica, e foi responsável pela morte de 1/3 da população.
A guerra dos Cem Anos ( 1337 – 1453 )
Conflito entre a França e a Inglaterra, devastou a agricultura, desarticulou as feiras e o comércio centro – europeu com a destruição da rota de Champgne.
A crise foi responsável pela eclosão de sangrentas rebeliões camponesas ( Jacqueries ) essas rebeliões golpearam severamente a servidão feudal.
Questões para Redação
1- Identifique os fatores econômicos que impulsionaram o processo das grandes navegações.
Primeiro o déficit em relação ao comércio com o Oriente, O Ocidente havia se tornado mais dependente do resto do mundo. As outras regiões vendiam mais à Europa do que compravam.
Essas mercadorias eram recolhidas no Oriente pelos Árabes e trazidas por caravanas que percorriam quase todo o caminho por terra, chegando finalmente as terra italianas, como Gênova, Veneza e Pisa. Estas serviam de intermediárias para a vendas de produtos pela Europa, monopolizando o comércio do Mar Mediterrâneo. Para as monarquias nacionais européias tornava-se necessário quebrar esse monopólio, descobrindo novos meios de contato com o oriente, preferencialmente mais rápidos, mais seguros e mais econômicos.
Essa necessidade era agravada pelo progressivo esgotamento das velhas minas de metais preciosos da Europa. O Ocidente estava sofrendo de uma anemia monetária que paralisava o seu comércio.
2- Identifique o papel do Estado nas grandes navegações.
O segundo fator que colaborou para a expansão marítima foi a aliança entre a burguesia e os reis, através das monarquias nacionais. Para realizar as grandes viagens marítimas era necessária uma complexa estrutura; material; navios; homens; armas; farto abastecimento. Esse tipo de empreendimento só seria possível com o apoio do Estado e o capital da burguesia.
Aos reis e aos burgueses interessava financiar a expansão marítima em troca de sua participação nos lucros. Com isso seriam fortalecidos os Estados nacionais facilitando a submissão da sociedade aos reis.
O progresso técnico e científico foi terceiro fator que impulsionou as grandes navegações. A pesquisa e a criatividade foram incentivadas e a astronomia e a cartografia obtiveram grande desenvolvimento sob o incentivo das monarquias nacionais, particularmente a burguesia.
3- Identifique o papel das inovações tecnológicas nas grandes navegações.
A pesquisa e a criatividade foram incentivadas e a astronomia e a cartografia obtiveram grande desenvolvimento som o incentivo das monarquias nacionais.
Todos esses avanços e mais o surgimento da caravela, das naus, o aperfeiçoamento do leme, a bússola, o astrolábio e etc. Contribuíram grandemente para que as grandes navegações fossem impulsionadas.
4- Análise as razões que geraram a necessidade de Portugal realizar a expansão ultramarina.
Portugal foi o primeiro país europeu a lançar à grandes navegações. Inúmeras razões concorreram para isso; a insuficiência portuguesa em metais preciosos para a cunhagem de moedas, a falta de produtos agrícolas e de mão-de-obra, o desejo de expandir a fé cristã , a necessidade de novos mercados. Portugal, entretanto, foi a nação pioneira porque contou, afora as necessidades impulsionadoras, com vários fatores que a favoreciam.
5- Identifique os fatores que possibilitaram o pioneirismo português.
Portugal possuía uma posição geográfica favorável , além de ser ponto de escala comercial para os navios que vinham das cidades italianas, pelo Mediterrâneo, rumo ao norte da Europa, tinha também fácil acesso à África através do atlântico.
A nação portuguesa contava com uma vantagem política adicional, gozava de paz interna se comparada aos outros países europeus envolvidos direta ou indiretamente na guerra dos Cem Anos ( França e Inglaterra ). No início do século XV, os lusitanos já praticavam intensamente a navegação devido à sua atividades pesqueiras. A pesca regular acorria paralelamente ao desenvolvimento do estudos teóricos náuticos e à sistematização das experiências de navegantes na famosa escola de Sagres. A figura que impulsionou esse esforço náutico foi o infante D. Henrique.
Finalmente outro fator importante que explica o pioneirismo de Portugal é a precoce criação de um Estado nacional associado aos interesses mercantis. Era do interesse das classes que possuíam controle sobre o Estado a canalização das energias do reino para a expansão marítima. Glória e terras para a nobreza, lucros para a burguesia, poder para o rei sintetizavam as perspectivas de Portugal. A igreja, através do espírito missionário, justificava o empreendimento.
6- Compare as características do colonialismo espanhol.
O objetivo dos portugueses era meramente o de obter lucros, e não intencionavam colonizar, no sentido de organizar a produção local e fixar povoamento.
Portugal formou seu império sob o espírito mercantil, baseado em um sistema de entreposto sem se interessar no povoamento e colonização. Entende-se, assim, por que o Brasil, não oferecendo produtos de comercialização fácil e imediata, tenha sido temporariamente desprezado. Apenas com a decadência do comércio oriental, os portugueses passaram a interessar-se por sua colônia na América.
Lutando para expulsar os muçulmanos da Europa, os espanhóis realizaram a unificação do território da Espanha. Com a queda de Granada em 1492, completou-se o processo de expulsão dos Árabes e de criação da monarquia da Espanha. Só então, com quase um século de atraso em comparação a Portugal, os espanhóis começaram a sua participação nas grandes navegações.
No ano de 1519, os espanhóis iniciaram a ocupação do continente americano, invadindo o México numa expedição liderada pelo fidalgo espanhol Fernão Cortez com uma força de 600 homens, utilizando cavalos e armas de fogo, os espanhóis submetem a civilização Asteca ai constituída. O imperador Montezuma recebe pessoalmente Cortez, mas os espanhóis desencadeiam uma seqüência de oubos e saques. Em 1520, os Astecas revoltam-se, sendo, porém batidos e Montezuma assassinado. A conquista relativamente fácil fora conseguida pela superioridade de armamentos espanhóis pelas lutas internas entre os próprios Índios e pelo desrespeito à leis de guerra dos Astecas ( que não executavam os inimigos aprisionados ), praticando-se assassinato em massa de prisioneiros.
Em 1532 foi a vez da civilização Inca, localizada no Peru. Francisco Pizarro e Diogo Almagro lideraram o saque das riquezas indígenas e a destruição da organização social e política existente. Em 1535, Lima era fundada sobre os destroços da antiga civilização, com a exploração do Alto Peru ( atual Bolívia ) foram descobertas, em 1545, as minas de prata de Potosi, consideradas as maiores do mundo, essa riqueza atraiu milhares de aventureiros que remeteram quantidades fabulosas de metal precioso à metrópole espanhola. Essa exploração baseou-se no trabalho compulsório de Índios.
7- Identifique as conseqüências da exploração ultramarina européia.
As grandes navegações geraram outras conseqüências além da constituição dos impérios coloniais.
O eixo econômico europeu foi deslocado do Mar Mediterrâneo para o oceano Atlântico e o comércio passou a Ter proporções de empreendimento mundial. As grandes potências marítimas, pela primeira vez na História, faziam suas embarcações singrarem os sete mares. O monopólio do tráfico oriental, controlado pelas cidades italianas foi completamente desfeito, os portos de Gênova, Veneza e Pizza foram substituídos em efervescência comercial por Lisboa, servilha, Bordéus, Liverpool, Bristol e Amsterdã.
Outros resultados importante foi o aumento no volume comercial e a diversificação dos artigos de consumo, somaram-se às especiarias e aos tecidos do oriente a batata, o tabaco e o milho vindos da América do Norte.
Porém, a mais influente conseqüência da expansão ultramarina foi o fluxo de metais preciosos para o continente europeu. Tal acúmulo de riquezas, sob a forma de metais preciosos a que se deu o nome de acumulação primitiva de capital, contribuiu decisivamente para a implantação do capitalismo.
1 – A transferência da corte portuguesa para o Brasil
A mudança da família Real e da corte portuguesa para o Brasil, foi conseqüência da situação européia no inicio do século XIX, na qual, o imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte, submeteu a maior parte dos paises europeus ao seu domínio, através da política expansionista.
Em 1806, Napoleão decretou o bloqueio continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos do comércio inglês, privando – o de seus mercador consumidores e de suas fontes de abastecimento.
Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João, pois sua mãe, a rainha Dona Maria I, sofria das faculdades mentais.
Portugal não podia aderir ao bloqueio continental, pois sua economia dependia basicamente da Inglaterra, no entanto, recebia fortes pressões de Napoleão, que exigia o fechamento dos portos portugueses ao comércio inglês para resolver a situação de acordo com os interesses em Lisboa, Visconde de Strangford conseguiu convencer Dom João a transferir – se com sua corte para o Brasil, ao menos, garantindo o acesso ao mercado consumidor brasileiro. Outro fato apressou a decisão do príncipe regente D. João de abandonar a metrópole, que foi a assinatura do tratado de fontainebleav, entre franca e Espanha, no qual Portugal e suas colônias seriam repartidos entre eles.
No dia 29 de novembro, D. João e sua família, acompanhados por cerca de 15.000 pessoas partiram para o Brasil , escoltados por quatro navios britânicos aportando na Bahia e outra na parte no Rio de janeiro.
- FIM DO PACTO COLONIAL
Depois de 53 dias de travessia do atlântico, os fugitivos chegaram a Salvador, no dia 22 de janeiro de 1808. era o inicio de importantes mudanças para a colônia.
No dia 28 de janeiro de 1808, D. João, aconselhado pelo brasileiro José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairú, assinou decreto abrindo os portos do Brasil às nações amigas. O decreto de D. João era resultado lógico da ocupação de Portugal pelos franceses. A velha política do pacto colonial, pela qual a colônia só podia comercializar com a metrópole, não tinha mais sentido naquele momento, com a Europa dominada por Napoleão, só duas nações, Inglaterra e Estados Unidos, podiam fazer comércio no Brasil.
- Questões
1 – Por que Portugal não aderiu ao bloqueio continental decretado por Napoleão Bonaparte?
2 – Quais as razoes da abertura dos portos do Brasil logo depois da chegada da corte portuguesa?
3 – O que foi o bloqueio continental?
- O GOVERNO DE DOM JOÃO
A chegada de D. João à Bahia, onde ficou um pouco mais de um mês, ocorreu em 22 de janeiro de 1808. Teve início, então uma nova época na História do Brasil, pois a colônia foi a grande beneficiada com a transferência da corte. A presença da administração real criou pouco a pouco condições para a futura emancipação política da colônia.
Da Bahia, D. João seguiu para o Rio de janeiro. Ali, alojamento da numerosa comitiva do príncipe causou grandes problemas. As melhores residências da cidade foram requisitadas para os altos funcionários da corte.
Ainda na Bahia, o príncipe regente tomou a primeira e a mais importante medida de caráter econômico. Em 28 de janeiro de 1808, influenciado por José da Silva Lisboa, Dom João expediu a carta regia de abertura dos portos do Brasil às nações amigas de Portugal. Daí em diante, o Brasil poderia comercializar diretamente com quem quisesse.
Esse decreto de abertura dos portos pôs fim ao monopólio luso sobre o comercio brasileiro, que era a base da política colonial.
A principal interessada nessa medida e sua grande inspiradora era a Inglaterra, com o bloqueio continental, a industria inglesa tinha grande dificuldade em colocar seus produtos no mercado. O decreto de 1808 abriu uma importante válvula de escape para a produção inglesa de manufaturados. Os portos brasileiros tiveram de ser adaptados rapidamente para receber a verdadeira avalanche de produtos ingleses.
Ainda em 1808, em 1o de abril, Dom João assinou em alvará permitindo a instalação de industrias no Brasil. Com essa medida, completou – se a libertação econômica da colônia em relação a Portugal, que havia se iniciado com a abertura dos portos.
E, 1810, Dom João assinou vários tratados com a Inglaterra. O mais importante deles foi o Tratado de Comércio e Navegação, que estabelecia uma taxa de apenas 15% sobre a importação de produtos ingleses. Para avaliar o significado dessa medida, basta lembrar que a taxa de importação de produtos portugueses era de 16% e a de produtos de outras nações de 24%. Com esses tratados, portanto os ingleses praticamente dominavam a concorrência no mercado brasileiro, dominando – o por completo.
PENSANDO E RESPONDENDO!
1 – Quais os benefícios que o Brasil teve com a vinda da família real?
2 – Que transtornos criou a comitiva de Dom João ao chegar no Rio de janeiro?
3– Qual a primeira medida tomada por Dom João ao chegar no Brasil?
4 – Quais as conseqüências dessas medidas e que país se beneficiou?
5 – Que alvará Dom João assinou em 1808 e que conseqüência teve para a colônia?
6 – O que foi o tratado de comércio e navegação?
7 – Quem se beneficiou com esse tratado e por que?
- GOVERNO JOANINO
Ao lado de mudanças econômicas o Brasil passou também por transformações políticas e administrativas, a transferência da sede do governo português para o Rio de janeiro exigiu a instalação de um conjunto de ministérios, secretarias, tribunais. Outras medidas estimulavam o desenvolvimento da sociedade e da cultura brasileira, principalmente no Rio de janeiro. Foram criadas duas escolas de medicina ( uma em Salvador, outras no Rio ), a escola de belas – artes, o jardim Botânico, a imprensa régia, a academia militar e da marinha, um museu, o primeiro banco do Brasil etc.
Dentre as providências tomadas pela administração portuguesa no Brasil, teve considerável importância para o futuro cultural do país, a vinda em 1816, de uma missão de artistas franceses e mais, tarde, de uma missão cientifica austríaca, entre os artistas franceses, veio o famoso pintor João Batista Debret, que retratou cenas da vida brasileira, entre os austríacos vieram os naturalistas Carlos Filipe Von Martuis e João Batista Spix, que estudaram a vegetação e os animais brasileiro.
- POLITICA EXTERNA GOVERNO JOANINO
Para obter o reconhecimento da dinastia de Bragança, Dom João transformou o Brasil em Reino Unido a Portugal e Algarves. Com essa medida o Brasil deixava de ter o estatuto legal de colônia, era um passo importante para a emancipação política.
Devido as ofensivas Napoleônicas, Dom João tomou ainda duas medidas de caráter militar:
- Declarou guerra à franca, ocupando a seguir a guiana francesa;
- Ordenou a ocupação da Cisplatina, em revide a atuação da Espanha, a que pertencia a região e que estava ocupada por tropas napoleônicas.
ESTUDANDO:
1 – Que mudanças políticas sofreu o Brasil com a vinda da família real?
2 – Explique as mudanças sociais e artísticas que aconteceu no Rio de janeiro com a vinda da família real?
3 – Que famoso artista francês foi convidado para retratar cenas da vida brasileira?
4– Que medida Dom João tomou para obter o reconhecimento em Portugal da dinastia Bragança?
5 – Descreva os conflitos externos vividos no período joanino.
A REVOLUÇÃO DO PORTO
Desde a transferência da família real para o Brasil, a situação político – econômico de Portugal estava à beira do caos:
- O país estava extremamente empobrecido pela guerra contra as forças de Napoleão.
- Portugal era governado por um comandante militar inglês, desde que, pouco depois da invasão napoleônica, tropas inglesas ajudaram a expulsar os franceses.
- O comércio português estava arruinado em conseqüência da abertura dos portos brasileiros às outras nações.
Tudo isso levou os portugueses a aderirem ao movimento revolucionário que teve inicio na cidade do Porto, em agosto de 1820, e se estendeu rapidamente por todo o reino.
A revolução do Porto tinha como principais objetivos: derrubar a administração inglesa, promover a volta de Dom João VI para Portugal e elaborar uma constituição, levando ao fim o absolutismo no reino lusitano. Outro objetivo era a retomada dos antigos privilégios comerciais que os portugueses tinham com o Brasil e que foram perdidos em 1808.
AULA
INDÚSTRIA CULTURAL
Quando se fala em Indústria Cultural, é importante destacar que ela é fruto de uma sociedade capitalista industrializada, onde até mesmo a cultura é vista como produto a ser comercializado. Mas o que é Indústria Cultural? Podemos dizer que é tudo o que é produzido pelo sistema industrializado de produção cultural (TV, rádio, jornal, revistas, etc.) elaborado de forma a influenciar, aumentar o consumo, transformar hábitos, educar, informar, pretendendo-se ainda, em alguns casos ser capaz de atingir a sociedade como todo.
Assim, cada vez mais, a máquina da Indústria Cultural, ao preferir a eficácia dos seus produtos, determina o consumo dos mesmo e exclui tudo o que é novo, tudo o que ela configura como risco. A identidade do domínio que a indústria cultura exerce sobre os indivíduos, aquilo que ela oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas diferentes, de algo que é sempre igual; a mudança oculta um esqueleto, no qual muda tão pouco com no próprio conceito de lucro, deste que este adquiriu o predomínio sobre a cultura.
Com seus produtos, a Indústria Cultural pratica o reforço das normas sociais, repetidas vezes até a exaustão, sem discussão. Ela fabrica seus produtos com a finalidade de: a) serem trocados por moeda, b) promover a deturpação e a degradação do gosto popular, c) obter uma atitude sempre passiva do consumidor simplificando ao máximo seus produtos. Eles são construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor. Segundo Adorno (1944) Cada um desses produtos reflete o mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.
O consumo desses produtos, pode levar à alienação/revelação, entendido como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social a seu redor, transformando-o com isso em mero joguete e, afinal, em simples produto para alimentar o sistema que o envolve.
Os conteúdos veiculados pela indústria cultural, são objetos de análise de muitos estudiosos, que dizem que os produtos da Indústria Cultural serão bons ou maus, alienantes ou reveladores, conforme a mensagem por eles vinculada. Com efeito, a mensagem oculta pode ser mais importante do que a que se vê, já que aquela escapa ao controle da consciência, não será impedida. Sendo assim, não está impedida pelas resistências psicológicas aos consumos e penetra provavelmente no inconsciente dos espectadores.
Neste momento, vale destacar a importância do fascinante mundo publicitário para a afirmação, manutenção e sobrevivência da Indústria Cultural. Este é um outro mundo que nos é mostrado dentro de cada anúncio, onde produtos são sedimentos e a morte não existe. É parecido com a vida e, no entanto, completamente diferente, posto que é sempre bem sucedido. Nele não habitam a dor, a miséria, a angústia e onde existem seres vivos mas, paradoxalmente, dele se ausenta a fragilidade humana. Um mundo nem enganoso nem verdadeiro, simplesmente um mundo “mágico”.
A função manifesta da publicidade é aquela de “vender um produto”, “aumentar o consumo” e “abrir mercados”. Se compararmos ao fenômeno do “consumo de anúncios” e o de “produtos”, podemos perceber que o volume de “consumo” implicado no primeiro é infinitamente superior ao do segundo. Em cada anúncio “vende-se” estilo de vida, sensações, visões de mundo, relações humanas, sistemas de classificação, hierarquia, etc, em quantidades significativamente maiores que geladeiras, roupas ou cigarros.
No entanto, a recepção e a apropriação dos produtos da mídia são processos sociais complexos em que indivíduos – interagindo com outros e também com os personagens retratados nos programas dão sentido às mensagens de uma forma ativa, as adotam com atitudes diversas e as usam diferentemente no cursos de suas vidas. Simplesmente não é
possível inferir, das características das mensagens da mídia consideradas em si mesmas, os variados aspectos dos processos de recepção.
Os programas feitos pelo sistema de televisão comercial inevitavelmente veicularão valores do consumismo, tanto nos programas em si quanto na propaganda, que constitui a base financeira do sistema. O modo de recepção pela TV é coletivizante, ao contrário do que ocorre no processo de leitura, experiência individual por excelência. De fato, a TV não permite um ponto de vista exatamente privado sobre as coisas. Nem permite, à primeira vista, o não-envolvimento com o assunto abordado: por exemplo, uma coisa é ler no jornal que “foram fuzilados quinze revolucionários e outra bem diferente é ver na tela da TV, em nossa casa, pessoas vivas também para trás sob o impacto das balas estraçalhantes, enquanto os membros do pelotão de fuzilamento gritam de satisfação.”
INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL
Ela apresenta-se marcada pelos traços mais evidentes e grotescos do comercialismo em particular e do capitalismo em geral. Os poucos veículos de massa subtraídos ao mercantilismo, se caracterizam pela existência de estímulos à atividade crítica. Nossa indústria cultural está bastante voltada para temas, assuntos e culturas estrangeiras, particularmente a norte-americana. No rádio, são as músicas estrangeiras: na TV, os “enlatados” e, na imprensa escrita, as notícias sobre o exterior são veiculadas com grande destaque, enquanto que as nacionais são, em alguns casos, banalizadas.
Ainda assim, apresenta fatias mais populares, ou popularescas, e fatias mais eruditas, ou “erudicizantes”. De um lado, na TV, são programas como do “Sílvio Santos, Mega Tom, Bolinha, Raul Gil”; e de outro, os Concertos Internacionais e os raros programas de entrevistas ou debates, além dos sempre abordados e eternamente retomados “Teatros na TV”. Podemos observar ainda que nossa a indústria cultural é, basicamente, a indústria do divertimento, da distração, e não da reflexão sobre o que acontece na vida diária.
Nos dias atuais, com a globalização da comunicação, não se elimina o caráter localizado da apropriação das mensagens, mas cria-se um novo tipo de eixo simbólico no mundo moderno, sendo estes a difusão globalizada de mensagens e as diversas formas de apropriação localizada.
Todos esses aspectos que envolvem o ambiente da Indústria Cultural dos últimos tempos, tem sofrido contínuas transformações. Em parte isto é o resultado da intensificação de processos iniciados recentemente: o crescimento de conglomerados da comunicação continua a propagar suas atividades predatórias e o aprofundamento dos processos de globalização, aproximando as partes mais distantes do globo por meio de teias de interdependência comunicativa.
Mas o que é fundamental no problema da comunicação e da Indústria Cultural não está nem na questão quantitativa, nem na questão da natureza ou conteúdo das mensagens divulgadas, mas na estrutura mental e psíquica dos indivíduos receptores dessas informações.
Nosso objetivo, com este trabalho que é se estimule nossa capacidade crítica para que possamos fazer uma discussão sobre alguns temas específicos, analisando a atuação dessa indústria cultural e detectando como tem sido sua atuação e presença no mundo atual. A seguir, vejamos os temas escolhidos e o que cada um propõe para ser debatido e estudado:
PERSONALIDADES
As grandes estrelas são chamadas por Edgar Morin (1975) de Olimpianos. Estão entre o imaginário e o real, ao mesmo tempo humanos e divinos. São vedetes da cultura de massa que explora o lado humano delas, através da sua vida privado e o lado sobre humano, através dos papeis que encarnam.
A publicidade é quem mais explora o lado sobre humano das estrelas. Ao perceber que elas se tornaram modelos de beleza, os publicitários se utilizaram dessa características para vender vários prudutos. As estrelas são divinizadas, mais que objetos de admiração, se tornaram modelos culturais. A cultura de massa tende a cristalizar esses modelos e derrubar os antigos.
Vivemos cercados de mitos e ilusões criados pela cultura dos olimpianos. A função de um certo tipo de espelho é cada vez mais gritante no mundo atual. Os “nossos” espelhos refletindo modelos, estilos de vida e amor.
RELIGIÃO
A religião absorvida pela Indústria Cultural se dá em conseqüência da ampliação dessa indústria a todos os valores culturais e de uma maior homogeneização dos bens e de sua produção em série.
A exploração comercial de produtos religiosos reforça a dominação técnica dos meios de produção de massa (TVs, rádios, jornais, revistas, internet, etc.), descaracterizando de certa forma seu sentido religioso que passa a ser mercadoria.
A comercialização desses produtos é moldada para agradar aos padrões da massa. Estes produtos poder ser terços, imagens de santos, água benta ou o próprio líder religioso, consumido em programas de auditório ou showmícios.
TV BRASILEIRA
A indústria da TV brasileira hoje é poderosa, capaz de estimular o desejo, ditar comportamentos, moda e estilo de vida. Ela trabalha no intuito de vender seus produtos, associando-se aos artistas famosos e aos momentos “maravilhosos” de uma novela: uma roupa bonita usada pela atriz da novela das 8, o sapato do galã apresentador de um programa. Tudo é meticulosamente preparado para o sonho do telespectador.
Assim, milhares de produtos são adquiridos pelos consumidores, que desejam poder se identificar com o seu ídolo que propagandeou o produto, sem que possa ter tempo de refletir sobre essa manipulação da indústria cultural na TV.
Nossa página, irá mostrar os programas produzidos principalmente pela famosa TV Tupi, colocando como eles são produzidos e qual a finalidade ou o resultado obtido por eles com relação à receptividade do espectador. Também abordaremos princípios que norteiam essa receptividade. E, finalizando, relataremos um pouco sobre a vida de Assis Chateubriand, que foi o criador e dono da TV Tupi e de Flávio Cavalcanti, famoso apresentador de programas de sucesso dessa mesma emissora.
VIOLÊNCIA
Os meios de comunicação são um espelho da realidade, portanto, a violência apresentada é somente um reflexo do meio social em que a mídia está inserida – TV, jogos eletrônicos, filmes, etc.
No Brasil, para a maioria, as metrópolis são o cenário para a violência urbana, que é causada por entre outros motivos, pelo desemprego, baixos salários e o aumento do número de miseráveis.
ESPORTE
O jogador é escravo dos clubes? O torcedor virou consumidor? Venha conhecer e discutir esses assuntos e sobre a profissionalização da indústria do futebol.
ARTE
Os objetos que antes representavam nossa cultura tornaram-se produtos de mercado, formando a indústria cultural. A comercialização da música, da grande indústria fonográfica, mantém o seu padrão de negócio. Nele, prevalece o artista que se encaixa nas exigências da indústria tendo como resultado a reificação, ou seja, a alienação, no momento em que a característica única da produção do trabalho do artista é determinada através de alterações feitas pela gravadora.
Aldeias
Na aldeia local o tempo fluía ao ritmo das estações do ano, do plantio e da colheita, das efemérides do calendário. Na aldeia global, o tempo ganha ponteiros de minutos e segundos e corre tão surpreendentemente quanto um infarto.
Na aldeia local a paisagem, através da janela de casa, mudava a cada dez ou vinte anos.
Na aldeia global, ela se modifica, na janela eletrônica da TV, a cada dez ou vinte segundos.
Na aldeia local os rios estufavam de peixes e as águas límpidas asseguravam saúde.
Na aldeia global, os rios, entupidos de lixo, transbordam doenças e exalam mau cheiro.
Tudo se sabia nas vizinhanças na aldeia local. E pouca informação havia do que se passava além dos limites. Na aldeia global nada se sabe do vizinho de porta, mas fica-se a par de quase tudo que ocorre no mundo.
O sino da igreja da aldeia local mobilizava a comunidade para rezas e féretros, romarias e festas. Agora, são os indicadores financeiros que, na aldeia global, prenunciam a alegria ou a tristeza das pessoas.
Havia fé em Deus na aldeia local. Na aldeia global venera-se com fé e esperança a Bolsa de Valores.
Na aldeia local todos mantinham entre si relações de parentesco e afeto. Na aldeia global predominam relações de negócios e interesses. Os sábios eram ouvidos na aldeia local.
Na aldeia global os oráculos da mídia parecem não ter o que dizer ou falam o que muitos não entendem.
As pessoas se olhavam nos olhos ao se comunicarem...
...na aldeia local, na aldeia global a comunicação digital esconde rostos e camufla sentimentos.
“Amai-vos uns aos outros”, era o preceito que ecoava na aldeia local. Na aldeia global ressoa mais forte o
“armai-vos uns aos outros”.
Na aldeia local as vias públicas eram espaços de relações humanas, breves colóquios, flertes, rodas de discussões esportivas ou políticas. Na aldeia global, ruas e avenidas sustentam os pedestres, são palcos de violências e engendram,insegurança.
Na aldeia local a cultura autóctone lhe conferia a identidade.
Agora os enlatados mundializam o entretenimento medíocre da aldeia global.
Na aldeia local os utensílios eram feitos por artesãos e artistas.
Na aldeia global tudo é enfadonhamente igual e repetitivo, graças à produção em série da indústria.
Na aldeia local as vacas tinham nomes. Na aldeia global já não se distingue a carne de primeira da de terceira e um hambúrguer de pelancas prensadas faz o mesmo efeito no pão com gosto de isopor.
Na aldeia local os professores eram venerados. Na aldeia global são extorquidos pelos planos de saúde, humilhados pelo poder público e ignorados, pois as pessoas não dispõem de tempo senão para si mesmas.
Na aldeia local a vida abria espaço ao ócio. Agora o ócio é luxo e até o lazer é comercializado na aldeia global.
Na aldeia local os valores instauravam tradição. Na aldeia global os valores são meramente financeiros.
Na aldeia local viam-se as montanhas ou o mar. Agora, o horizonte é um quadro na parede.
Na aldeia local a noite era acolhedora. Na aldeia global, é assustadora.
Na aldeia local os pobres eram socorridos. Na aldeia global são excluídos.
Na aldeia local havia solidariedade. Na aldeia global reina a competitividade.
Na aldeia local Kant elaborou uma obra imprescindível. Na aldeia global internetiza-se a cultura em informações fragmentadas e o saber é tão sólido e duradouro quanto um sorvete.
Na aldeia local as pessoas descobriram sua vocação e sonhavam com uma profissão. Na aldeia global é uma benção ter um simples emprego.
Na aldeia local muitos se destacavam pelo que traziam dentro de si: valores, conhecimentos, crenças. Na aldeia global basta ostentar grifes e posses, malgrado a indigência espiritual.
Na aldeia local ninguém imaginava que, um dia, o mundo se transformaria, todo ele, numa aldeia global. Agora, a nova aldeia pode ser vítima de sua capacidade de ultrapassar tempo e espaço se não souber acrescer às inovações tecnológicas uma boa dose de humanismo. Há o risco de toda essa proximidade de seres e fatos ser apenas virtual. E na esfera do real aprofundar-se a solidão das pessoas e a sua distância em relação aos outros, à natureza, a Deus, a si mesmas.
Quando se fala em Indústria Cultural, é importante destacar que ela é fruto de uma sociedade capitalista industrializada, onde até mesmo a cultura é vista como produto a ser comercializado. Mas o que é Indústria Cultural? Podemos dizer que é tudo o que é produzido pelo sistema industrializado de produção cultural (TV, rádio, jornal, revistas, etc.) elaborado de forma a influenciar, aumentar o consumo, transformar hábitos, educar, informar, pretendendo-se ainda, em alguns casos ser capaz de atingir a sociedade como todo.
Assim, cada vez mais, a máquina da Indústria Cultural, ao preferir a eficácia dos seus produtos, determina o consumo dos mesmo e exclui tudo o que é novo, tudo o que ela configura como risco. A identidade do domínio que a indústria cultura exerce sobre os indivíduos, aquilo que ela oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas diferentes, de algo que é sempre igual; a mudança oculta um esqueleto, no qual muda tão pouco com no próprio conceito de lucro, deste que este adquiriu o predomínio sobre a cultura.
Com seus produtos, a Indústria Cultural pratica o reforço das normas sociais, repetidas vezes até a exaustão, sem discussão. Ela fabrica seus produtos com a finalidade de: a) serem trocados por moeda, b) promover a deturpação e a degradação do gosto popular, c) obter uma atitude sempre passiva do consumidor simplificando ao máximo seus produtos. Eles são construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor. Segundo Adorno (1944) Cada um desses produtos reflete o mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.
O consumo desses produtos, pode levar à alienação/revelação, entendido como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social a seu redor, transformando-o com isso em mero joguete e, afinal, em simples produto para alimentar o sistema que o envolve.
Os conteúdos veiculados pela indústria cultural, são objetos de análise de muitos estudiosos, que dizem que os produtos da Indústria Cultural serão bons ou maus, alienantes ou reveladores, conforme a mensagem por eles vinculada. Com efeito, a mensagem oculta pode ser mais importante do que a que se vê, já que aquela escapa ao controle da consciência, não será impedida. Sendo assim, não está impedida pelas resistências psicológicas aos consumos e penetra provavelmente no inconsciente dos espectadores.
Neste momento, vale destacar a importância do fascinante mundo publicitário para a afirmação, manutenção e sobrevivência da Indústria Cultural. Este é um outro mundo que nos é mostrado dentro de cada anúncio, onde produtos são sedimentos e a morte não existe. É parecido com a vida e, no entanto, completamente diferente, posto que é sempre bem sucedido. Nele não habitam a dor, a miséria, a angústia e onde existem seres vivos mas, paradoxalmente, dele se ausenta a fragilidade humana. Um mundo nem enganoso nem verdadeiro, simplesmente um mundo “mágico”.
A função manifesta da publicidade é aquela de “vender um produto”, “aumentar o consumo” e “abrir mercados”. Se compararmos ao fenômeno do “consumo de anúncios” e o de “produtos”, podemos perceber que o volume de “consumo” implicado no primeiro é infinitamente superior ao do segundo. Em cada anúncio “vende-se” estilo de vida, sensações, visões de mundo, relações humanas, sistemas de classificação, hierarquia, etc, em quantidades significativamente maiores que geladeiras, roupas ou cigarros.
No entanto, a recepção e a apropriação dos produtos da mídia são processos sociais complexos em que indivíduos – interagindo com outros e também com os personagens retratados nos programas dão sentido às mensagens de uma forma ativa, as adotam com atitudes diversas e as usam diferentemente no cursos de suas vidas. Simplesmente não é
possível inferir, das características das mensagens da mídia consideradas em si mesmas, os variados aspectos dos processos de recepção.
Os programas feitos pelo sistema de televisão comercial inevitavelmente veicularão valores do consumismo, tanto nos programas em si quanto na propaganda, que constitui a base financeira do sistema. O modo de recepção pela TV é coletivizante, ao contrário do que ocorre no processo de leitura, experiência individual por excelência. De fato, a TV não permite um ponto de vista exatamente privado sobre as coisas. Nem permite, à primeira vista, o não-envolvimento com o assunto abordado: por exemplo, uma coisa é ler no jornal que “foram fuzilados quinze revolucionários e outra bem diferente é ver na tela da TV, em nossa casa, pessoas vivas também para trás sob o impacto das balas estraçalhantes, enquanto os membros do pelotão de fuzilamento gritam de satisfação.”
INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL
Ela apresenta-se marcada pelos traços mais evidentes e grotescos do comercialismo em particular e do capitalismo em geral. Os poucos veículos de massa subtraídos ao mercantilismo, se caracterizam pela existência de estímulos à atividade crítica. Nossa indústria cultural está bastante voltada para temas, assuntos e culturas estrangeiras, particularmente a norte-americana. No rádio, são as músicas estrangeiras: na TV, os “enlatados” e, na imprensa escrita, as notícias sobre o exterior são veiculadas com grande destaque, enquanto que as nacionais são, em alguns casos, banalizadas.
Ainda assim, apresenta fatias mais populares, ou popularescas, e fatias mais eruditas, ou “erudicizantes”. De um lado, na TV, são programas como do “Sílvio Santos, Mega Tom, Bolinha, Raul Gil”; e de outro, os Concertos Internacionais e os raros programas de entrevistas ou debates, além dos sempre abordados e eternamente retomados “Teatros na TV”. Podemos observar ainda que nossa a indústria cultural é, basicamente, a indústria do divertimento, da distração, e não da reflexão sobre o que acontece na vida diária.
Nos dias atuais, com a globalização da comunicação, não se elimina o caráter localizado da apropriação das mensagens, mas cria-se um novo tipo de eixo simbólico no mundo moderno, sendo estes a difusão globalizada de mensagens e as diversas formas de apropriação localizada.
Todos esses aspectos que envolvem o ambiente da Indústria Cultural dos últimos tempos, tem sofrido contínuas transformações. Em parte isto é o resultado da intensificação de processos iniciados recentemente: o crescimento de conglomerados da comunicação continua a propagar suas atividades predatórias e o aprofundamento dos processos de globalização, aproximando as partes mais distantes do globo por meio de teias de interdependência comunicativa.
Mas o que é fundamental no problema da comunicação e da Indústria Cultural não está nem na questão quantitativa, nem na questão da natureza ou conteúdo das mensagens divulgadas, mas na estrutura mental e psíquica dos indivíduos receptores dessas informações.
Nosso objetivo, com este trabalho que é se estimule nossa capacidade crítica para que possamos fazer uma discussão sobre alguns temas específicos, analisando a atuação dessa indústria cultural e detectando como tem sido sua atuação e presença no mundo atual. A seguir, vejamos os temas escolhidos e o que cada um propõe para ser debatido e estudado:
PERSONALIDADES
As grandes estrelas são chamadas por Edgar Morin (1975) de Olimpianos. Estão entre o imaginário e o real, ao mesmo tempo humanos e divinos. São vedetes da cultura de massa que explora o lado humano delas, através da sua vida privado e o lado sobre humano, através dos papeis que encarnam.
A publicidade é quem mais explora o lado sobre humano das estrelas. Ao perceber que elas se tornaram modelos de beleza, os publicitários se utilizaram dessa características para vender vários prudutos. As estrelas são divinizadas, mais que objetos de admiração, se tornaram modelos culturais. A cultura de massa tende a cristalizar esses modelos e derrubar os antigos.
Vivemos cercados de mitos e ilusões criados pela cultura dos olimpianos. A função de um certo tipo de espelho é cada vez mais gritante no mundo atual. Os “nossos” espelhos refletindo modelos, estilos de vida e amor.
RELIGIÃO
A religião absorvida pela Indústria Cultural se dá em conseqüência da ampliação dessa indústria a todos os valores culturais e de uma maior homogeneização dos bens e de sua produção em série.
A exploração comercial de produtos religiosos reforça a dominação técnica dos meios de produção de massa (TVs, rádios, jornais, revistas, internet, etc.), descaracterizando de certa forma seu sentido religioso que passa a ser mercadoria.
A comercialização desses produtos é moldada para agradar aos padrões da massa. Estes produtos poder ser terços, imagens de santos, água benta ou o próprio líder religioso, consumido em programas de auditório ou showmícios.
TV BRASILEIRA
A indústria da TV brasileira hoje é poderosa, capaz de estimular o desejo, ditar comportamentos, moda e estilo de vida. Ela trabalha no intuito de vender seus produtos, associando-se aos artistas famosos e aos momentos “maravilhosos” de uma novela: uma roupa bonita usada pela atriz da novela das 8, o sapato do galã apresentador de um programa. Tudo é meticulosamente preparado para o sonho do telespectador.
Assim, milhares de produtos são adquiridos pelos consumidores, que desejam poder se identificar com o seu ídolo que propagandeou o produto, sem que possa ter tempo de refletir sobre essa manipulação da indústria cultural na TV.
Nossa página, irá mostrar os programas produzidos principalmente pela famosa TV Tupi, colocando como eles são produzidos e qual a finalidade ou o resultado obtido por eles com relação à receptividade do espectador. Também abordaremos princípios que norteiam essa receptividade. E, finalizando, relataremos um pouco sobre a vida de Assis Chateubriand, que foi o criador e dono da TV Tupi e de Flávio Cavalcanti, famoso apresentador de programas de sucesso dessa mesma emissora.
VIOLÊNCIA
Os meios de comunicação são um espelho da realidade, portanto, a violência apresentada é somente um reflexo do meio social em que a mídia está inserida – TV, jogos eletrônicos, filmes, etc.
No Brasil, para a maioria, as metrópolis são o cenário para a violência urbana, que é causada por entre outros motivos, pelo desemprego, baixos salários e o aumento do número de miseráveis.
ESPORTE
O jogador é escravo dos clubes? O torcedor virou consumidor? Venha conhecer e discutir esses assuntos e sobre a profissionalização da indústria do futebol.
ARTE
Os objetos que antes representavam nossa cultura tornaram-se produtos de mercado, formando a indústria cultural. A comercialização da música, da grande indústria fonográfica, mantém o seu padrão de negócio. Nele, prevalece o artista que se encaixa nas exigências da indústria tendo como resultado a reificação, ou seja, a alienação, no momento em que a característica única da produção do trabalho do artista é determinada através de alterações feitas pela gravadora.
Aldeias
Na aldeia local o tempo fluía ao ritmo das estações do ano, do plantio e da colheita, das efemérides do calendário. Na aldeia global, o tempo ganha ponteiros de minutos e segundos e corre tão surpreendentemente quanto um infarto.
Na aldeia local a paisagem, através da janela de casa, mudava a cada dez ou vinte anos.
Na aldeia global, ela se modifica, na janela eletrônica da TV, a cada dez ou vinte segundos.
Na aldeia local os rios estufavam de peixes e as águas límpidas asseguravam saúde.
Na aldeia global, os rios, entupidos de lixo, transbordam doenças e exalam mau cheiro.
Tudo se sabia nas vizinhanças na aldeia local. E pouca informação havia do que se passava além dos limites. Na aldeia global nada se sabe do vizinho de porta, mas fica-se a par de quase tudo que ocorre no mundo.
O sino da igreja da aldeia local mobilizava a comunidade para rezas e féretros, romarias e festas. Agora, são os indicadores financeiros que, na aldeia global, prenunciam a alegria ou a tristeza das pessoas.
Havia fé em Deus na aldeia local. Na aldeia global venera-se com fé e esperança a Bolsa de Valores.
Na aldeia local todos mantinham entre si relações de parentesco e afeto. Na aldeia global predominam relações de negócios e interesses. Os sábios eram ouvidos na aldeia local.
Na aldeia global os oráculos da mídia parecem não ter o que dizer ou falam o que muitos não entendem.
As pessoas se olhavam nos olhos ao se comunicarem...
...na aldeia local, na aldeia global a comunicação digital esconde rostos e camufla sentimentos.
“Amai-vos uns aos outros”, era o preceito que ecoava na aldeia local. Na aldeia global ressoa mais forte o
“armai-vos uns aos outros”.
Na aldeia local as vias públicas eram espaços de relações humanas, breves colóquios, flertes, rodas de discussões esportivas ou políticas. Na aldeia global, ruas e avenidas sustentam os pedestres, são palcos de violências e engendram,insegurança.
Na aldeia local a cultura autóctone lhe conferia a identidade.
Agora os enlatados mundializam o entretenimento medíocre da aldeia global.
Na aldeia local os utensílios eram feitos por artesãos e artistas.
Na aldeia global tudo é enfadonhamente igual e repetitivo, graças à produção em série da indústria.
Na aldeia local as vacas tinham nomes. Na aldeia global já não se distingue a carne de primeira da de terceira e um hambúrguer de pelancas prensadas faz o mesmo efeito no pão com gosto de isopor.
Na aldeia local os professores eram venerados. Na aldeia global são extorquidos pelos planos de saúde, humilhados pelo poder público e ignorados, pois as pessoas não dispõem de tempo senão para si mesmas.
Na aldeia local a vida abria espaço ao ócio. Agora o ócio é luxo e até o lazer é comercializado na aldeia global.
Na aldeia local os valores instauravam tradição. Na aldeia global os valores são meramente financeiros.
Na aldeia local viam-se as montanhas ou o mar. Agora, o horizonte é um quadro na parede.
Na aldeia local a noite era acolhedora. Na aldeia global, é assustadora.
Na aldeia local os pobres eram socorridos. Na aldeia global são excluídos.
Na aldeia local havia solidariedade. Na aldeia global reina a competitividade.
Na aldeia local Kant elaborou uma obra imprescindível. Na aldeia global internetiza-se a cultura em informações fragmentadas e o saber é tão sólido e duradouro quanto um sorvete.
Na aldeia local as pessoas descobriram sua vocação e sonhavam com uma profissão. Na aldeia global é uma benção ter um simples emprego.
Na aldeia local muitos se destacavam pelo que traziam dentro de si: valores, conhecimentos, crenças. Na aldeia global basta ostentar grifes e posses, malgrado a indigência espiritual.
Na aldeia local ninguém imaginava que, um dia, o mundo se transformaria, todo ele, numa aldeia global. Agora, a nova aldeia pode ser vítima de sua capacidade de ultrapassar tempo e espaço se não souber acrescer às inovações tecnológicas uma boa dose de humanismo. Há o risco de toda essa proximidade de seres e fatos ser apenas virtual. E na esfera do real aprofundar-se a solidão das pessoas e a sua distância em relação aos outros, à natureza, a Deus, a si mesmas.
AULA
INDÚSTRIA CULTURAL
Quando se fala em Indústria Cultural, é importante destacar que ela é fruto de uma sociedade capitalista industrializada, onde até mesmo a cultura é vista como produto a ser comercializado. Mas o que é Indústria Cultural? Podemos dizer que é tudo o que é produzido pelo sistema industrializado de produção cultural (TV, rádio, jornal, revistas, etc.) elaborado de forma a influenciar, aumentar o consumo, transformar hábitos, educar, informar, pretendendo-se ainda, em alguns casos ser capaz de atingir a sociedade como todo.
Assim, cada vez mais, a máquina da Indústria Cultural, ao preferir a eficácia dos seus produtos, determina o consumo dos mesmo e exclui tudo o que é novo, tudo o que ela configura como risco. A identidade do domínio que a indústria cultura exerce sobre os indivíduos, aquilo que ela oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas diferentes, de algo que é sempre igual; a mudança oculta um esqueleto, no qual muda tão pouco com no próprio conceito de lucro, deste que este adquiriu o predomínio sobre a cultura.
Com seus produtos, a Indústria Cultural pratica o reforço das normas sociais, repetidas vezes até a exaustão, sem discussão. Ela fabrica seus produtos com a finalidade de: a) serem trocados por moeda, b) promover a deturpação e a degradação do gosto popular, c) obter uma atitude sempre passiva do consumidor simplificando ao máximo seus produtos. Eles são construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor. Segundo Adorno (1944) Cada um desses produtos reflete o mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.
O consumo desses produtos, pode levar à alienação/revelação, entendido como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social a seu redor, transformando-o com isso em mero joguete e, afinal, em simples produto para alimentar o sistema que o envolve.
Os conteúdos veiculados pela indústria cultural, são objetos de análise de muitos estudiosos, que dizem que os produtos da Indústria Cultural serão bons ou maus, alienantes ou reveladores, conforme a mensagem por eles vinculada. Com efeito, a mensagem oculta pode ser mais importante do que a que se vê, já que aquela escapa ao controle da consciência, não será impedida. Sendo assim, não está impedida pelas resistências psicológicas aos consumos e penetra provavelmente no inconsciente dos espectadores.
Neste momento, vale destacar a importância do fascinante mundo publicitário para a afirmação, manutenção e sobrevivência da Indústria Cultural. Este é um outro mundo que nos é mostrado dentro de cada anúncio, onde produtos são sedimentos e a morte não existe. É parecido com a vida e, no entanto, completamente diferente, posto que é sempre bem sucedido. Nele não habitam a dor, a miséria, a angústia e onde existem seres vivos mas, paradoxalmente, dele se ausenta a fragilidade humana. Um mundo nem enganoso nem verdadeiro, simplesmente um mundo “mágico”.
A função manifesta da publicidade é aquela de “vender um produto”, “aumentar o consumo” e “abrir mercados”. Se compararmos ao fenômeno do “consumo de anúncios” e o de “produtos”, podemos perceber que o volume de “consumo” implicado no primeiro é infinitamente superior ao do segundo. Em cada anúncio “vende-se” estilo de vida, sensações, visões de mundo, relações humanas, sistemas de classificação, hierarquia, etc, em quantidades significativamente maiores que geladeiras, roupas ou cigarros.
No entanto, a recepção e a apropriação dos produtos da mídia são processos sociais complexos em que indivíduos – interagindo com outros e também com os personagens retratados nos programas dão sentido às mensagens de uma forma ativa, as adotam com atitudes diversas e as usam diferentemente no cursos de suas vidas. Simplesmente não é
possível inferir, das características das mensagens da mídia consideradas em si mesmas, os variados aspectos dos processos de recepção.
Os programas feitos pelo sistema de televisão comercial inevitavelmente veicularão valores do consumismo, tanto nos programas em si quanto na propaganda, que constitui a base financeira do sistema. O modo de recepção pela TV é coletivizante, ao contrário do que ocorre no processo de leitura, experiência individual por excelência. De fato, a TV não permite um ponto de vista exatamente privado sobre as coisas. Nem permite, à primeira vista, o não-envolvimento com o assunto abordado: por exemplo, uma coisa é ler no jornal que “foram fuzilados quinze revolucionários e outra bem diferente é ver na tela da TV, em nossa casa, pessoas vivas também para trás sob o impacto das balas estraçalhantes, enquanto os membros do pelotão de fuzilamento gritam de satisfação.”
INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL
Ela apresenta-se marcada pelos traços mais evidentes e grotescos do comercialismo em particular e do capitalismo em geral. Os poucos veículos de massa subtraídos ao mercantilismo, se caracterizam pela existência de estímulos à atividade crítica. Nossa indústria cultural está bastante voltada para temas, assuntos e culturas estrangeiras, particularmente a norte-americana. No rádio, são as músicas estrangeiras: na TV, os “enlatados” e, na imprensa escrita, as notícias sobre o exterior são veiculadas com grande destaque, enquanto que as nacionais são, em alguns casos, banalizadas.
Ainda assim, apresenta fatias mais populares, ou popularescas, e fatias mais eruditas, ou “erudicizantes”. De um lado, na TV, são programas como do “Sílvio Santos, Mega Tom, Bolinha, Raul Gil”; e de outro, os Concertos Internacionais e os raros programas de entrevistas ou debates, além dos sempre abordados e eternamente retomados “Teatros na TV”. Podemos observar ainda que nossa a indústria cultural é, basicamente, a indústria do divertimento, da distração, e não da reflexão sobre o que acontece na vida diária.
Nos dias atuais, com a globalização da comunicação, não se elimina o caráter localizado da apropriação das mensagens, mas cria-se um novo tipo de eixo simbólico no mundo moderno, sendo estes a difusão globalizada de mensagens e as diversas formas de apropriação localizada.
Todos esses aspectos que envolvem o ambiente da Indústria Cultural dos últimos tempos, tem sofrido contínuas transformações. Em parte isto é o resultado da intensificação de processos iniciados recentemente: o crescimento de conglomerados da comunicação continua a propagar suas atividades predatórias e o aprofundamento dos processos de globalização, aproximando as partes mais distantes do globo por meio de teias de interdependência comunicativa.
Mas o que é fundamental no problema da comunicação e da Indústria Cultural não está nem na questão quantitativa, nem na questão da natureza ou conteúdo das mensagens divulgadas, mas na estrutura mental e psíquica dos indivíduos receptores dessas informações.
Nosso objetivo, com este trabalho que é se estimule nossa capacidade crítica para que possamos fazer uma discussão sobre alguns temas específicos, analisando a atuação dessa indústria cultural e detectando como tem sido sua atuação e presença no mundo atual. A seguir, vejamos os temas escolhidos e o que cada um propõe para ser debatido e estudado:
PERSONALIDADES
As grandes estrelas são chamadas por Edgar Morin (1975) de Olimpianos. Estão entre o imaginário e o real, ao mesmo tempo humanos e divinos. São vedetes da cultura de massa que explora o lado humano delas, através da sua vida privado e o lado sobre humano, através dos papeis que encarnam.
A publicidade é quem mais explora o lado sobre humano das estrelas. Ao perceber que elas se tornaram modelos de beleza, os publicitários se utilizaram dessa características para vender vários prudutos. As estrelas são divinizadas, mais que objetos de admiração, se tornaram modelos culturais. A cultura de massa tende a cristalizar esses modelos e derrubar os antigos.
Vivemos cercados de mitos e ilusões criados pela cultura dos olimpianos. A função de um certo tipo de espelho é cada vez mais gritante no mundo atual. Os “nossos” espelhos refletindo modelos, estilos de vida e amor.
RELIGIÃO
A religião absorvida pela Indústria Cultural se dá em conseqüência da ampliação dessa indústria a todos os valores culturais e de uma maior homogeneização dos bens e de sua produção em série.
A exploração comercial de produtos religiosos reforça a dominação técnica dos meios de produção de massa (TVs, rádios, jornais, revistas, internet, etc.), descaracterizando de certa forma seu sentido religioso que passa a ser mercadoria.
A comercialização desses produtos é moldada para agradar aos padrões da massa. Estes produtos poder ser terços, imagens de santos, água benta ou o próprio líder religioso, consumido em programas de auditório ou showmícios.
TV BRASILEIRA
A indústria da TV brasileira hoje é poderosa, capaz de estimular o desejo, ditar comportamentos, moda e estilo de vida. Ela trabalha no intuito de vender seus produtos, associando-se aos artistas famosos e aos momentos “maravilhosos” de uma novela: uma roupa bonita usada pela atriz da novela das 8, o sapato do galã apresentador de um programa. Tudo é meticulosamente preparado para o sonho do telespectador.
Assim, milhares de produtos são adquiridos pelos consumidores, que desejam poder se identificar com o seu ídolo que propagandeou o produto, sem que possa ter tempo de refletir sobre essa manipulação da indústria cultural na TV.
Nossa página, irá mostrar os programas produzidos principalmente pela famosa TV Tupi, colocando como eles são produzidos e qual a finalidade ou o resultado obtido por eles com relação à receptividade do espectador. Também abordaremos princípios que norteiam essa receptividade. E, finalizando, relataremos um pouco sobre a vida de Assis Chateubriand, que foi o criador e dono da TV Tupi e de Flávio Cavalcanti, famoso apresentador de programas de sucesso dessa mesma emissora.
VIOLÊNCIA
Os meios de comunicação são um espelho da realidade, portanto, a violência apresentada é somente um reflexo do meio social em que a mídia está inserida – TV, jogos eletrônicos, filmes, etc.
No Brasil, para a maioria, as metrópolis são o cenário para a violência urbana, que é causada por entre outros motivos, pelo desemprego, baixos salários e o aumento do número de miseráveis.
ESPORTE
O jogador é escravo dos clubes? O torcedor virou consumidor? Venha conhecer e discutir esses assuntos e sobre a profissionalização da indústria do futebol.
ARTE
Os objetos que antes representavam nossa cultura tornaram-se produtos de mercado, formando a indústria cultural. A comercialização da música, da grande indústria fonográfica, mantém o seu padrão de negócio. Nele, prevalece o artista que se encaixa nas exigências da indústria tendo como resultado a reificação, ou seja, a alienação, no momento em que a característica única da produção do trabalho do artista é determinada através de alterações feitas pela gravadora.
Aldeias
Na aldeia local o tempo fluía ao ritmo das estações do ano, do plantio e da colheita, das efemérides do calendário. Na aldeia global, o tempo ganha ponteiros de minutos e segundos e corre tão surpreendentemente quanto um infarto.
Na aldeia local a paisagem, através da janela de casa, mudava a cada dez ou vinte anos.
Na aldeia global, ela se modifica, na janela eletrônica da TV, a cada dez ou vinte segundos.
Na aldeia local os rios estufavam de peixes e as águas límpidas asseguravam saúde.
Na aldeia global, os rios, entupidos de lixo, transbordam doenças e exalam mau cheiro.
Tudo se sabia nas vizinhanças na aldeia local. E pouca informação havia do que se passava além dos limites. Na aldeia global nada se sabe do vizinho de porta, mas fica-se a par de quase tudo que ocorre no mundo.
O sino da igreja da aldeia local mobilizava a comunidade para rezas e féretros, romarias e festas. Agora, são os indicadores financeiros que, na aldeia global, prenunciam a alegria ou a tristeza das pessoas.
Havia fé em Deus na aldeia local. Na aldeia global venera-se com fé e esperança a Bolsa de Valores.
Na aldeia local todos mantinham entre si relações de parentesco e afeto. Na aldeia global predominam relações de negócios e interesses. Os sábios eram ouvidos na aldeia local.
Na aldeia global os oráculos da mídia parecem não ter o que dizer ou falam o que muitos não entendem.
As pessoas se olhavam nos olhos ao se comunicarem...
...na aldeia local, na aldeia global a comunicação digital esconde rostos e camufla sentimentos.
“Amai-vos uns aos outros”, era o preceito que ecoava na aldeia local. Na aldeia global ressoa mais forte o
“armai-vos uns aos outros”.
Na aldeia local as vias públicas eram espaços de relações humanas, breves colóquios, flertes, rodas de discussões esportivas ou políticas. Na aldeia global, ruas e avenidas sustentam os pedestres, são palcos de violências e engendram,insegurança.
Na aldeia local a cultura autóctone lhe conferia a identidade.
Agora os enlatados mundializam o entretenimento medíocre da aldeia global.
Na aldeia local os utensílios eram feitos por artesãos e artistas.
Na aldeia global tudo é enfadonhamente igual e repetitivo, graças à produção em série da indústria.
Na aldeia local as vacas tinham nomes. Na aldeia global já não se distingue a carne de primeira da de terceira e um hambúrguer de pelancas prensadas faz o mesmo efeito no pão com gosto de isopor.
Na aldeia local os professores eram venerados. Na aldeia global são extorquidos pelos planos de saúde, humilhados pelo poder público e ignorados, pois as pessoas não dispõem de tempo senão para si mesmas.
Na aldeia local a vida abria espaço ao ócio. Agora o ócio é luxo e até o lazer é comercializado na aldeia global.
Na aldeia local os valores instauravam tradição. Na aldeia global os valores são meramente financeiros.
Na aldeia local viam-se as montanhas ou o mar. Agora, o horizonte é um quadro na parede.
Na aldeia local a noite era acolhedora. Na aldeia global, é assustadora.
Na aldeia local os pobres eram socorridos. Na aldeia global são excluídos.
Na aldeia local havia solidariedade. Na aldeia global reina a competitividade.
Na aldeia local Kant elaborou uma obra imprescindível. Na aldeia global internetiza-se a cultura em informações fragmentadas e o saber é tão sólido e duradouro quanto um sorvete.
Na aldeia local as pessoas descobriram sua vocação e sonhavam com uma profissão. Na aldeia global é uma benção ter um simples emprego.
Na aldeia local muitos se destacavam pelo que traziam dentro de si: valores, conhecimentos, crenças. Na aldeia global basta ostentar grifes e posses, malgrado a indigência espiritual.
Na aldeia local ninguém imaginava que, um dia, o mundo se transformaria, todo ele, numa aldeia global. Agora, a nova aldeia pode ser vítima de sua capacidade de ultrapassar tempo e espaço se não souber acrescer às inovações tecnológicas uma boa dose de humanismo. Há o risco de toda essa proximidade de seres e fatos ser apenas virtual. E na esfera do real aprofundar-se a solidão das pessoas e a sua distância em relação aos outros, à natureza, a Deus, a si mesmas.
Quando se fala em Indústria Cultural, é importante destacar que ela é fruto de uma sociedade capitalista industrializada, onde até mesmo a cultura é vista como produto a ser comercializado. Mas o que é Indústria Cultural? Podemos dizer que é tudo o que é produzido pelo sistema industrializado de produção cultural (TV, rádio, jornal, revistas, etc.) elaborado de forma a influenciar, aumentar o consumo, transformar hábitos, educar, informar, pretendendo-se ainda, em alguns casos ser capaz de atingir a sociedade como todo.
Assim, cada vez mais, a máquina da Indústria Cultural, ao preferir a eficácia dos seus produtos, determina o consumo dos mesmo e exclui tudo o que é novo, tudo o que ela configura como risco. A identidade do domínio que a indústria cultura exerce sobre os indivíduos, aquilo que ela oferece de continuamente novo não é mais do que a representação, sob formas diferentes, de algo que é sempre igual; a mudança oculta um esqueleto, no qual muda tão pouco com no próprio conceito de lucro, deste que este adquiriu o predomínio sobre a cultura.
Com seus produtos, a Indústria Cultural pratica o reforço das normas sociais, repetidas vezes até a exaustão, sem discussão. Ela fabrica seus produtos com a finalidade de: a) serem trocados por moeda, b) promover a deturpação e a degradação do gosto popular, c) obter uma atitude sempre passiva do consumidor simplificando ao máximo seus produtos. Eles são construídos propositadamente para um consumo descontraído, não comprometedor. Segundo Adorno (1944) Cada um desses produtos reflete o mecanismo econômico que domina o tempo do trabalho e o tempo do lazer.
O consumo desses produtos, pode levar à alienação/revelação, entendido como um processo no qual o indivíduo é levado a não meditar sobre si mesmo e sobre a totalidade do meio social a seu redor, transformando-o com isso em mero joguete e, afinal, em simples produto para alimentar o sistema que o envolve.
Os conteúdos veiculados pela indústria cultural, são objetos de análise de muitos estudiosos, que dizem que os produtos da Indústria Cultural serão bons ou maus, alienantes ou reveladores, conforme a mensagem por eles vinculada. Com efeito, a mensagem oculta pode ser mais importante do que a que se vê, já que aquela escapa ao controle da consciência, não será impedida. Sendo assim, não está impedida pelas resistências psicológicas aos consumos e penetra provavelmente no inconsciente dos espectadores.
Neste momento, vale destacar a importância do fascinante mundo publicitário para a afirmação, manutenção e sobrevivência da Indústria Cultural. Este é um outro mundo que nos é mostrado dentro de cada anúncio, onde produtos são sedimentos e a morte não existe. É parecido com a vida e, no entanto, completamente diferente, posto que é sempre bem sucedido. Nele não habitam a dor, a miséria, a angústia e onde existem seres vivos mas, paradoxalmente, dele se ausenta a fragilidade humana. Um mundo nem enganoso nem verdadeiro, simplesmente um mundo “mágico”.
A função manifesta da publicidade é aquela de “vender um produto”, “aumentar o consumo” e “abrir mercados”. Se compararmos ao fenômeno do “consumo de anúncios” e o de “produtos”, podemos perceber que o volume de “consumo” implicado no primeiro é infinitamente superior ao do segundo. Em cada anúncio “vende-se” estilo de vida, sensações, visões de mundo, relações humanas, sistemas de classificação, hierarquia, etc, em quantidades significativamente maiores que geladeiras, roupas ou cigarros.
No entanto, a recepção e a apropriação dos produtos da mídia são processos sociais complexos em que indivíduos – interagindo com outros e também com os personagens retratados nos programas dão sentido às mensagens de uma forma ativa, as adotam com atitudes diversas e as usam diferentemente no cursos de suas vidas. Simplesmente não é
possível inferir, das características das mensagens da mídia consideradas em si mesmas, os variados aspectos dos processos de recepção.
Os programas feitos pelo sistema de televisão comercial inevitavelmente veicularão valores do consumismo, tanto nos programas em si quanto na propaganda, que constitui a base financeira do sistema. O modo de recepção pela TV é coletivizante, ao contrário do que ocorre no processo de leitura, experiência individual por excelência. De fato, a TV não permite um ponto de vista exatamente privado sobre as coisas. Nem permite, à primeira vista, o não-envolvimento com o assunto abordado: por exemplo, uma coisa é ler no jornal que “foram fuzilados quinze revolucionários e outra bem diferente é ver na tela da TV, em nossa casa, pessoas vivas também para trás sob o impacto das balas estraçalhantes, enquanto os membros do pelotão de fuzilamento gritam de satisfação.”
INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL
Ela apresenta-se marcada pelos traços mais evidentes e grotescos do comercialismo em particular e do capitalismo em geral. Os poucos veículos de massa subtraídos ao mercantilismo, se caracterizam pela existência de estímulos à atividade crítica. Nossa indústria cultural está bastante voltada para temas, assuntos e culturas estrangeiras, particularmente a norte-americana. No rádio, são as músicas estrangeiras: na TV, os “enlatados” e, na imprensa escrita, as notícias sobre o exterior são veiculadas com grande destaque, enquanto que as nacionais são, em alguns casos, banalizadas.
Ainda assim, apresenta fatias mais populares, ou popularescas, e fatias mais eruditas, ou “erudicizantes”. De um lado, na TV, são programas como do “Sílvio Santos, Mega Tom, Bolinha, Raul Gil”; e de outro, os Concertos Internacionais e os raros programas de entrevistas ou debates, além dos sempre abordados e eternamente retomados “Teatros na TV”. Podemos observar ainda que nossa a indústria cultural é, basicamente, a indústria do divertimento, da distração, e não da reflexão sobre o que acontece na vida diária.
Nos dias atuais, com a globalização da comunicação, não se elimina o caráter localizado da apropriação das mensagens, mas cria-se um novo tipo de eixo simbólico no mundo moderno, sendo estes a difusão globalizada de mensagens e as diversas formas de apropriação localizada.
Todos esses aspectos que envolvem o ambiente da Indústria Cultural dos últimos tempos, tem sofrido contínuas transformações. Em parte isto é o resultado da intensificação de processos iniciados recentemente: o crescimento de conglomerados da comunicação continua a propagar suas atividades predatórias e o aprofundamento dos processos de globalização, aproximando as partes mais distantes do globo por meio de teias de interdependência comunicativa.
Mas o que é fundamental no problema da comunicação e da Indústria Cultural não está nem na questão quantitativa, nem na questão da natureza ou conteúdo das mensagens divulgadas, mas na estrutura mental e psíquica dos indivíduos receptores dessas informações.
Nosso objetivo, com este trabalho que é se estimule nossa capacidade crítica para que possamos fazer uma discussão sobre alguns temas específicos, analisando a atuação dessa indústria cultural e detectando como tem sido sua atuação e presença no mundo atual. A seguir, vejamos os temas escolhidos e o que cada um propõe para ser debatido e estudado:
PERSONALIDADES
As grandes estrelas são chamadas por Edgar Morin (1975) de Olimpianos. Estão entre o imaginário e o real, ao mesmo tempo humanos e divinos. São vedetes da cultura de massa que explora o lado humano delas, através da sua vida privado e o lado sobre humano, através dos papeis que encarnam.
A publicidade é quem mais explora o lado sobre humano das estrelas. Ao perceber que elas se tornaram modelos de beleza, os publicitários se utilizaram dessa características para vender vários prudutos. As estrelas são divinizadas, mais que objetos de admiração, se tornaram modelos culturais. A cultura de massa tende a cristalizar esses modelos e derrubar os antigos.
Vivemos cercados de mitos e ilusões criados pela cultura dos olimpianos. A função de um certo tipo de espelho é cada vez mais gritante no mundo atual. Os “nossos” espelhos refletindo modelos, estilos de vida e amor.
RELIGIÃO
A religião absorvida pela Indústria Cultural se dá em conseqüência da ampliação dessa indústria a todos os valores culturais e de uma maior homogeneização dos bens e de sua produção em série.
A exploração comercial de produtos religiosos reforça a dominação técnica dos meios de produção de massa (TVs, rádios, jornais, revistas, internet, etc.), descaracterizando de certa forma seu sentido religioso que passa a ser mercadoria.
A comercialização desses produtos é moldada para agradar aos padrões da massa. Estes produtos poder ser terços, imagens de santos, água benta ou o próprio líder religioso, consumido em programas de auditório ou showmícios.
TV BRASILEIRA
A indústria da TV brasileira hoje é poderosa, capaz de estimular o desejo, ditar comportamentos, moda e estilo de vida. Ela trabalha no intuito de vender seus produtos, associando-se aos artistas famosos e aos momentos “maravilhosos” de uma novela: uma roupa bonita usada pela atriz da novela das 8, o sapato do galã apresentador de um programa. Tudo é meticulosamente preparado para o sonho do telespectador.
Assim, milhares de produtos são adquiridos pelos consumidores, que desejam poder se identificar com o seu ídolo que propagandeou o produto, sem que possa ter tempo de refletir sobre essa manipulação da indústria cultural na TV.
Nossa página, irá mostrar os programas produzidos principalmente pela famosa TV Tupi, colocando como eles são produzidos e qual a finalidade ou o resultado obtido por eles com relação à receptividade do espectador. Também abordaremos princípios que norteiam essa receptividade. E, finalizando, relataremos um pouco sobre a vida de Assis Chateubriand, que foi o criador e dono da TV Tupi e de Flávio Cavalcanti, famoso apresentador de programas de sucesso dessa mesma emissora.
VIOLÊNCIA
Os meios de comunicação são um espelho da realidade, portanto, a violência apresentada é somente um reflexo do meio social em que a mídia está inserida – TV, jogos eletrônicos, filmes, etc.
No Brasil, para a maioria, as metrópolis são o cenário para a violência urbana, que é causada por entre outros motivos, pelo desemprego, baixos salários e o aumento do número de miseráveis.
ESPORTE
O jogador é escravo dos clubes? O torcedor virou consumidor? Venha conhecer e discutir esses assuntos e sobre a profissionalização da indústria do futebol.
ARTE
Os objetos que antes representavam nossa cultura tornaram-se produtos de mercado, formando a indústria cultural. A comercialização da música, da grande indústria fonográfica, mantém o seu padrão de negócio. Nele, prevalece o artista que se encaixa nas exigências da indústria tendo como resultado a reificação, ou seja, a alienação, no momento em que a característica única da produção do trabalho do artista é determinada através de alterações feitas pela gravadora.
Aldeias
Na aldeia local o tempo fluía ao ritmo das estações do ano, do plantio e da colheita, das efemérides do calendário. Na aldeia global, o tempo ganha ponteiros de minutos e segundos e corre tão surpreendentemente quanto um infarto.
Na aldeia local a paisagem, através da janela de casa, mudava a cada dez ou vinte anos.
Na aldeia global, ela se modifica, na janela eletrônica da TV, a cada dez ou vinte segundos.
Na aldeia local os rios estufavam de peixes e as águas límpidas asseguravam saúde.
Na aldeia global, os rios, entupidos de lixo, transbordam doenças e exalam mau cheiro.
Tudo se sabia nas vizinhanças na aldeia local. E pouca informação havia do que se passava além dos limites. Na aldeia global nada se sabe do vizinho de porta, mas fica-se a par de quase tudo que ocorre no mundo.
O sino da igreja da aldeia local mobilizava a comunidade para rezas e féretros, romarias e festas. Agora, são os indicadores financeiros que, na aldeia global, prenunciam a alegria ou a tristeza das pessoas.
Havia fé em Deus na aldeia local. Na aldeia global venera-se com fé e esperança a Bolsa de Valores.
Na aldeia local todos mantinham entre si relações de parentesco e afeto. Na aldeia global predominam relações de negócios e interesses. Os sábios eram ouvidos na aldeia local.
Na aldeia global os oráculos da mídia parecem não ter o que dizer ou falam o que muitos não entendem.
As pessoas se olhavam nos olhos ao se comunicarem...
...na aldeia local, na aldeia global a comunicação digital esconde rostos e camufla sentimentos.
“Amai-vos uns aos outros”, era o preceito que ecoava na aldeia local. Na aldeia global ressoa mais forte o
“armai-vos uns aos outros”.
Na aldeia local as vias públicas eram espaços de relações humanas, breves colóquios, flertes, rodas de discussões esportivas ou políticas. Na aldeia global, ruas e avenidas sustentam os pedestres, são palcos de violências e engendram,insegurança.
Na aldeia local a cultura autóctone lhe conferia a identidade.
Agora os enlatados mundializam o entretenimento medíocre da aldeia global.
Na aldeia local os utensílios eram feitos por artesãos e artistas.
Na aldeia global tudo é enfadonhamente igual e repetitivo, graças à produção em série da indústria.
Na aldeia local as vacas tinham nomes. Na aldeia global já não se distingue a carne de primeira da de terceira e um hambúrguer de pelancas prensadas faz o mesmo efeito no pão com gosto de isopor.
Na aldeia local os professores eram venerados. Na aldeia global são extorquidos pelos planos de saúde, humilhados pelo poder público e ignorados, pois as pessoas não dispõem de tempo senão para si mesmas.
Na aldeia local a vida abria espaço ao ócio. Agora o ócio é luxo e até o lazer é comercializado na aldeia global.
Na aldeia local os valores instauravam tradição. Na aldeia global os valores são meramente financeiros.
Na aldeia local viam-se as montanhas ou o mar. Agora, o horizonte é um quadro na parede.
Na aldeia local a noite era acolhedora. Na aldeia global, é assustadora.
Na aldeia local os pobres eram socorridos. Na aldeia global são excluídos.
Na aldeia local havia solidariedade. Na aldeia global reina a competitividade.
Na aldeia local Kant elaborou uma obra imprescindível. Na aldeia global internetiza-se a cultura em informações fragmentadas e o saber é tão sólido e duradouro quanto um sorvete.
Na aldeia local as pessoas descobriram sua vocação e sonhavam com uma profissão. Na aldeia global é uma benção ter um simples emprego.
Na aldeia local muitos se destacavam pelo que traziam dentro de si: valores, conhecimentos, crenças. Na aldeia global basta ostentar grifes e posses, malgrado a indigência espiritual.
Na aldeia local ninguém imaginava que, um dia, o mundo se transformaria, todo ele, numa aldeia global. Agora, a nova aldeia pode ser vítima de sua capacidade de ultrapassar tempo e espaço se não souber acrescer às inovações tecnológicas uma boa dose de humanismo. Há o risco de toda essa proximidade de seres e fatos ser apenas virtual. E na esfera do real aprofundar-se a solidão das pessoas e a sua distância em relação aos outros, à natureza, a Deus, a si mesmas.
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